segunda-feira, junho 29, 2015

PASTEL É VIDA, TITIO


Um dos acontecimentos mais marcantes da semana: comparecer no última noite da quermesse gonzagão festa do padroeiro e plá:

Plonto.

Plonto pla curtir.

E curtir.

 E curtir pastel por apenas dois reais.

Dois mangos o pastelão, servido.

Na minha maquininha da recordação tá lá: devorei três.


Foi bão, bãozão, fí.

Pastel de pizza, ou de queijo é dez: é aconchego.

PANDEIRO BLUES




"O Bruno Lóque é o mundiça".

Troca fones com as mulheres, faz jogo de cena de rabo de zóio - pra desobstruir a panaquice do mundo adulto numa galhardia profissa.

Ele usa espingarda verbal pra alertar malacos que vivem de pisadas.

O Lóque nunca nunca nasceu trouxa nas rápidas roubadas do quebra-quebra.

Lóque é liso, nunca foi tungado. É.  E muito menos deu zoreia pra Fátima Bernardes ou se ligou em panfleto de otário cagando verdadezinha.

Nessas horas o malandro deve estar numa boa.

Sem grilo, sem gripe.

Lóquezera deve estar pagando o maior lazer na longa noite da roça, na super, super maciota - ou ainda melhor, moço do bem mal, esticadão está curtindo uma brizola, dormindo cheião de erva na cachola.

Que o Lóque apavora, é sério, Sérgio.

Anota aí: Bruno Lóque é ferro, Ponte dois Guarani zero.

sexta-feira, junho 26, 2015

NIVERSÁRIO DE RIVERS


Êêê Rio Craro.

Terrinha danada, gente da gente, blues maluco do céu azul mandraque.

Era seu aniversário, Rio Claro.

E na Rua 4 lá estávamos. No palco, Originais do Samba. E ali também, o povo, embora o FRIOLINHO vigorasse.

O show foi bão. 

Depois caímos lá pra saidera, na quermesse.

Festa do Padroeiro. Forrózin lascado e o povão, risos e abraços, salves e votos.


Tudo certo.

188 anos de Rio Claro, noite perfeita com minha esposa e meu primo beldão.

segunda-feira, junho 22, 2015


OPS, PATRULHA


E na rasteira Seu Fim Deazeda espera. 


Peilo embosca na escuridão dos lares, tungando o sinistro lar Paladares - enroscando Peilo trinco, é o pulôver que emperra.







ORELHICA SIC TORRES, O BILU



Fingindo a solução, o Bilu imundo. Sujando o espaço, embostadão a fera, que na lapiseira um cutonete impera: 



Vai Bilu moreno maioneseando o fundo. 

sexta-feira, junho 19, 2015

internet positivista


Quando o blog completar dez anos vão convidar uma galera pra festejar aqui no net folia.

O provedor que já teve João Kleber como principal filósofo, um dos propagadores de slogans mais fantásticos do país, diz que a internet é um local adequado.

Em nota ofical o provedor e rede social declarou:

A internet é a retomada da vida caseira. A internet é a retomada da vida basicamente doméstica inserida naquele cotidiano família. Talvez não chegue mais perto daquela família tradicional, mas tão caseira e inofensiva quanto.

Mesmo que você more no campo, você mora também nos nossos provedores. Você está a salvo. Nós criamos todos brinquedos a partir de agora, com segurança radical! 

A verdade nossa é mais incrível que a dos outros.


O blog está hospedado no provedor e tenho que arcar com oitocentos reais mensais.

As despesas são cunhadas sob moedas fictícias.
E na festa vai ter folia net.

domingo, junho 14, 2015

A HORA DO FARO


ela chorou de soluçar! vixi! no bairro todo era ali,  a tevê explodindo no volume mil - mas porra ela tava vendo o que? 

ah, ela estava vendo A HORA DO FARO.

ela era o sensacionalismo, ela era o dia de princesa. ela era audiência, ela era o sonho de consumo numa pirueta posando de realidade. era ela um cotonete entupido em vasta alienação, ela era o manjada desperdício e um lencinho invisível, porque chorou muito, muito mesmo e o sofá Soneca também. 

ela era Eliana, a telespectadora racista enrustida, ela não tinha interrogações, só tinha olhos para o Faro, a fera, o fófis.

sexta-feira, junho 12, 2015

ALÔ ALÔ PAÍS PERFEITO


há um país perfeito parecido com os raros amigos, bem louco.


país dos peidos, tão hilariantes, país ignorância viciante - impuro país onde o pobre é rico e o rico é um filho da puta. a confusão está coberta em cores encachaçadas, intermináveis Naldinho BATATINHOS. 

as passagens são de graça, gratuito trem sombras em movimento, árvores tangolanteras pelo poquito, eu venci o sono ali no país que é tão perfeito não é bão dormir não, tem os amigos piadas irônicas tem conversa-cachaça y hardcorepunk locomotion diversión. é, porque nunca existiu país nem porra nenhuma, nunca.



domingo, junho 07, 2015

FLA X FLU



O som de uma televisão bacana chegou-lhe aos ouvidos. ÉÉÉÉÉÉ!!


E a cera lá dentro, bem lá dentrinho, a cera virou frustração, começou a mexer com os brios o brioco era do William, e ele precisava parecer normal na casa da namorada Taça. Mas ficou malzão.


Viu no repeteco radiante o Fred fazer Flu um a zero no Fla, e sua orelha começou a cuspir cabelo comprido cabrerage cinza, e a televisão, a televisão queria desabafar William não gostou e Sam o cachorro rosnou.

As nuvens não eram nuvens. Eram bolinhas de bombril, algodão, que quando retornei o zóio ao céu ela mesmo sumiu. Até que começou a cair uma energia de broderage pelas veias. Sabe como é, né? Reunidos os velhos amigos a gente é grande pra chucu. Aopa. Mas grande ou menor, Deleuze ou Didi Mocó, tem graça não. Nem tirar sarro de intelectual nem dar surra no fã da Fátima. Que Fátima? A do Capital Inicial. Não, a Bernardes. Cenas da família brasileira. Nem vem: eu queria olhar pro céu, que aquelas nuvens sumindo no sapatinho trariam tranquilidade pelas calçadas da Vila Viagem. E foda-se a morte, tenho medo não, só um pouquinho...

O vento sacudia meu verbo, meio sambarilóvi eu cutucava sozinho mesmo as árvores, alegro-bobóide eu brincando de frase, quando o Bruno Lóque acendeu um cigarro fedido pra cacete, inclusive ali no bairro não haviam postes seminus que tremiam de frio, apenas pedrinhas de calçada. Sim. E olhando,  olhando pra gente com aquelas carinhas de pônei recém abandonado no Beto Carreiro Show, solitárias sabe, pedrinhas pedindo manguaça. Os restos de pinga que os pudim de cana desciam em suas perambulações do árco pelo bairro é que as serviam, sustentavam as coitadinhas. E que quando beldas caçoavam calçadas que xique-xique, troçavam do meio-fio, sujeito sóbrio e sérinho. 

Não olhei pra relógio: relógio e pulso não rola: mas eu notei: não eu não havia pensando em suicídio desde 1789. Nunca parei pra pensar em desistir de curtir. E olha só, que beleza: chegamos na praça. Aí sim. Let’s brenfs. Vamos pra praça fumar uma marola, na maciota...


Não detectamos pingos de groselha, nem de chuva. O sol banhava agora a rapaziada: radiante o tempo, radiante a vida, sonhão da pesada com aqueles vigaristas rápidos pra puxar a prosa - a gargalha e o golaço da euforia. E os mestres do lero sabiam e sabiam era silenciar na medida, dosando ironia mais água de sarjeta na alma. E peripatéticos patetas éramos felizes: topávamos com árvores conhecidas na pracinhas, que carregavam folhas que escorriam sem ninguém ouvir seu xixi sem crise. Só os burros não perceberam quando um trouxa tentou nos assaltar: ligeiro Lóque lançou a voadora, Bruce Lee orgulhoso dele, o nóia fugiu e deixou o canhão cair e desfez o banza, mó mancada, pobre libélula mamãe.