terça-feira, setembro 16, 2014

O GOLEIRO FELIPE

E o convidado do programa de hoje é o goleiro Felipe.

Goleirão.

Felipe pega muito. Pegou um montão de bolas durante a carreira.


Você se lembra daquela ocasião?


Que ocasião?

Aquela feita, em que numa decisão de pênaltis ele se recusa em olhar a cobrança dos colegas de equipe. Decidiu cerrar os olhos.


O Felipe defendeu grandes clubes e uma vez disse após uma vitória sobre o Vascos com ERROS de arbitragem que "roubado é mais gostoso".


Esse é Felipe, que nem precisa mais das perguntas, o Felipe é o nosso convidado do programa de hoje.

Boa tarde, fera.

JUCA É JORNALISTA

Juca é jornalista. Leva jeito. Juca tem um texto ágil e sua pontuação é astuta demais. Juca é gente que clica, que produz. Juca é show.


segunda-feira, setembro 15, 2014

TINO MARCOS

Hoje é segunda.

Hoje é segunda-feira e o Tino Marcos comprou alguns cotonetes. 

Levou pra casa duas caixinhas do produto, o Tino. O carro acelerou sozinho praticamente, que coisa, e o câmbio automático fez a alegria do proprietário.

O Tino Marcos chegou em casa. Que ar condicionado silencioso! O Tino pendurou a chave no porta-chaves da parede da cozinha. Em seguida, tratou de limpar as orelhas. Sentado na cama. Devagarinho. É verdade que começou pela esquerda. Cutucou a orelha canhota primeiro, é uma opção. E ele limpou. Na hora de girar o cotonete, o Tino procurou movimentos lentos. Porque os acidentes estão aí. Só que ele escapou ileso. E depois foi fazer cocô.


domingo, setembro 14, 2014

AVENIDA 13, ESQUINA COM A RUA 5


Aquele lugar, aquela atmosfera.

Avenida 13, esquina com a Rua 5. 

Uma banca de jornais é sempre um local de sonho. Você só balança a cabeça e sorri, satisfeito.

Alguém que trabalha com publicações é um sujeito iluminado.

E nós frequentávamos a banca. Jornadas de cura, balanço e alegria. 

Revistas parceiras, livros da Editora Escala em papel jornal, num preço camarada. Nós podíamos então adentrar em novas viagens, curtir pra valer o fato de que estávamos vivos. A alma o coração ali sem encrenca, despertos.

Sossegadão o sangue pulsando, as veias da cidade ventiladas, e no piloto aquele homem - que às vezes taciturno não recusava simpatia, comandando a banca sem crise, senhor de si, sempre de olhos azuis ao lado de sua bicicleta invencível.

Enquanto a banca permaneceu ali éramos muitos mais que chefias privilegiados. Éramos os Ramones das páginas, as calçadas tinham noção disso. Porque éramos leituras além da abstração, pés voadores estralados em eternos instantes.


sábado, setembro 13, 2014

CONSIDERAÇÕES


Onze bocas pra criar. Vários, vários litros de leite. Líquido capaz de preencher a Espanha por três décadas. Onze destinos malucos que poderiam gerar um timão de futebol. Como esse jogaço de agora pouco.


O Arsenal jogava em casa, perdia por um a zero. Tensão, torcida jogando junto, a cada lance a vibração. Até que o empate veio da maneira mais rollingstoniana garage 60 possível, drible e "cavadinha", 1X1 e depois tudo numa subida frenética, fôlego ogro e o golaço na sequência, virada do Arsenal, dentro da área Alexis Sánchez pega do alto de prima, perna direita - no ângulo esquerdo de Joe Hart, uma pintura, o estádio veio abaixo!



Só que aos "82" veio o empate do Manchester City. Futebol, límpido gramado e o teatro vivo, sangue escorrendo, gritos punk rockers ecoando pela cidade.


***



Feijão.



Às vezes o feijão pode fazer mal. No dia seguinte os sintomas incluem: tontura, tortura mental calafriante, ímpeto de acesso ao cagódromo mais próximo. É isso aí. Contingências de merda.



E depois tá tudo certo.



***





Uma boa companhia. Leituras em horários propícios, concentração sem muito esforço e o corpo relaxado. Água gelada e bolacha água-e-sal. A vida tem muque.

sexta-feira, setembro 12, 2014

AQUELA ÉPOCA, TÃO SAGRADA

Aquela época, tão sagrada. 

Pura ingenuidade ecoando no estéreo.

Glenn Medeiros embalava os lares, preparou corações e o nome do segredo atendia por "Nothing's Gonna Change My Love For You".

Era o romantismo sem amarras. Fantasia e um tema capaz de lhe conferir asas. Sonho ou realidade?

O certo é que você poderia voar pelo centro da cidade, entre pombas amigas e edifícios comerciais altíssimos, graças ao poder desta bela melodia, que refrão porrada!

Era o amor incondicional cravado na eternidade. Anos 80! Top demais. Que época...

Saudade é uma guitarra chorando sustain, amparada em camadas e camadas de teclados e teclados, esperança vhs e mullets temperando nossa alma, amém.

Kevin Arnold e o sol Karatê Kid.
Pequenas desconsiderações. Pequeninas bigurrilhas que se espalham pelo ar, bocas e dentes, farpinhas modulando bad conversas. Diálogos que geram confritos.

- Você quer pagar uma de gostoso falando mal dos outros, Varulinho?

- Não. De forma alguma.

Mas depois ele assumiu. Assumiu e assistiu a entrevista coletiva do Muricy Ramalho.

quarta-feira, setembro 10, 2014

PRAÇA CENTRAL IS OVER

Rio Claro, São Paulo. 

Eu andava pela Praça Central, era uma manhã meio merda. 

Bandeirolas eram agitadas por pobres terrícolas. Eram muitas bandeirolas. Eram mais bandeirolas que durante toda a Copa do Mundo. 

As pessoas se contentavam com migalhas para apoiar os candidatos conservadores-reacionários.

O clima era de nojo

- vá se fudê.