quarta-feira, junho 03, 2009

VAM



Na padaria Veneza estava uma jovem sentada no chão, de shortinho da bad boy preto, cabeça ferida na lateral; era-me desconhecida a cabeleira rubronegra. Sete pães e meio croaçã! e o nariz adunco e a cor da pele foram vermelhorando inescrupulosamente, onde nada encontrei no semblante dos outros fãs de pães, tomates. Nada de saber a entidade, a identidade da menina sentada no chão, que devia ter uns 10, 12 dentes. Devia ter sido pega de surpresa por outra jovem ciclista que passeava de boina pela rua 5, quatro da tarde. Não há praia em Rio Claro. No entanto, existem surfistas. Quando se é jovem, ao entrar na padaria Veneza, o reumatismo não ataca os ossos fixos das pernas. Em qualquer reunião social, se me permite, pergunte com a voz cheia de drive de dreher: e a ciclista machucada no chão da Veneza? A gente morre para si mesmo, torna-se frio apresuntado diferenciado do mercado, visto como grama em tudo que é salão. A Veneza está em reforma. Quando reabrir, aceitará encomendas, é um novo universo.

3 comentários:

  1. Fascista Sustentável9:53 AM

    De ressaca,na Veneza:
    "Me vê um suco de abacaxi,por favor."
    "Não tem abacaxi."
    "Tem laranja?"
    "Só um minutinho,deixa eu checar."
    "..."
    "Moço?Tem duas."
    "Põe água no feijão então,e muito gelo."
    "...moço?"
    "Quê?"
    "Não tem gelo."

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