segunda-feira, junho 08, 2009

OUTRAS DESCRIÇÕES: POTE DE MAIONESE



De plástico e pra porte médio-ogro é o pote de maionese. Fonte de luz canina, o paladar aguçado o deseja, sem mais, sem centrar o percevejo medo via gengiva. Dúvidas dissolvidas numa potente lama do último tapete de Van Gogh, não use faca sem corte, não limpe a boca, exibirás o credo imortal - porra, pior que maionese ! jJamais, jamais (essa parte er\a pra apagar) esculpiremos colarinhos. Colar, colarinho, em macho é brega. Colarinho de chope tanto faz, tanto faz se jogar a serpentina ainda é moda em Santa Gertrudes. Querido pote manco: o fim se aproxima, você aos trancos pra terminar como estoque bélico embutido no armário, oco potão de maionese sem mais profundidade para mergulhos- depois de abastecido de molho o chão da sala. oss beiço dos louco, o fogo que paparica o pedágio para o reino do colesterol - servirás aos mortos como caixa de palitos. Será lembrada pelos amigos de doze anos do Marcelo como lar de novos cotonetes, porta-confetes, rima a Tininha. E digo aos que a usam como xampu, que nunca conheci seu - mecanismo de rosquear. O feche sóbrio, alaranjada metafísica de unhas em slow motion, abre, fecha,as franjas arisco em fricção, nunca vi grávido um homem fecha-lo para não esfriar o ouro da bisnaguinha, outrora sequelado como gíria pejorativa do burro-brasileiro, é o óleo que cria. Se você cai no chão, tampa, é um privilégio para a alma do sono não-pesado, a tampa tamborila miúdinha bamboleia na little fissura- rebola ruidosamente suportável para o intelectual que vive dentro da sala de aula.

Um comentário:

  1. Anônimo7:49 PM

    ah, não esquece do cachorro hein, Safira é o nome dele/a

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