sábado, julho 11, 2009


Lá pelo meio dia, quando foi apanhar o suco de pescocinho de frango na geladeira, encontrou um envelope. "PORRA". Começou a ler. A escrita, espontânea, pós bop, lembrava um Kerouac numa liga de mescradinho com PAISANO. "PORRA". Fechou a geladeira. Não teve mais surpresas. Talvez existisse no bairro outro suco daquele naipe; Geraldo piscou os olhos para Deus e desligou a geladeira da tomada.

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