quarta-feira, agosto 19, 2009

RITINHA ERA O XODÓ DO FABRÍCIO


Ritinha era o xodó do Fabrício. Passavam horas enamorados, no posto Cartilagem. Ela, novinha. Ele, galã, de quermesse. Fabrício se amarrava no som do RPM. Tinha k7 dos caras. Fodido. E assim viviam felizes e dengosos, invejados na pequena cidade de Leonor dos Cães.

Fabrício limpava chaminés. Voltando um dia pra casa, suando em bicas, trouxe um ramalhete de flores e um conjunto de ovos para a dama. Contudo, teve uma surpresa desagradável. Encontrou um bilhete: "não dava mais. adeus. bye que bye-bye-bye." Fabrício entrou em pânico. Abriu o armarinho e encarou um golaço de Velho Barreiro com gengibre. Meditou. Gorfou sete venezuelas de angústia. A lagartixa saíra de pochete, dentro da mais fria escuridão de Leonor dos Cães, buscando outro galã qualquer, que talvez tocasse sax ou teclado.

Um comentário:

Eu espero acordes que não desistam de cocainar meu dia, mesmo quando já nasceu morto. Espero notas que não apliquem a tortura do t...