segunda-feira, novembro 23, 2009

H E L E N I N H A

Heleninha tinha muito MEDO do escuro. Um baita pavor. Dormir sozinha? Tá brincando. Nunca.

Morava numa biboca com duas irmãs. As sisters eram mais velhas. Márcia era jeitosona. Segurava a bronca como enfermeira da Santa Casa. Já Júlia não agilizava parada nenhuma. NADA NUNCA. Profissão: caçula. Tá certo.

A Heleninha, que era meio-campo nesse time de totosas, conheceu numa festa da faculdade de turismo o James. Cabeludão. Porra, odeio cabeludo. Mas tenho amigos cabeludos. Foda-se; a Heleninha levou uma cantada nota 6,5 do James. O cabeleira chegou com uns papos que era fã de Kreator e levou a moça pra passear o clitóris. Ela era boa de beijo. Quentíssima. E, vamos ser bem sinceros: proprietária dum puta par de coxas. Divinas. Excelentes. Firmes. Rígidas como um bom maxiliar de deusa grega. Ereção power violence. E foram pro amasso atrás de sei lá o que. Num mocózinho chique. Aí é bole que bole. Bolination total na noite da desgraça. Ele foi gozar: peidou. Se borrou. Que coisa feia. Heleninha, compreensiva, capitulou. Tudo certo.

No dia seguinte, James ligou uma, duas vezes. Celular desligado. O jeito foi ouvir Kreator. Heleninha sentira nojo do rapaz. Esse termo soa meio retrô mas é bacana: ela guardava ojeriza quando o assunto era James.Sete dias depois do coito, Heleninha foi por o pijaminha azulzinho clássico pra nanar, tropeçou na pantufinha e bateu a cabeça em cheio no aquário. É o final da história.

3 comentários:

  1. Anônimo4:33 PM

    vi você declamando ofertas das lojas cem. papai não tá mais sustentando a boemia, bundão?

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  2. profissão caçula auhuahuahuhuhauahuhaauhaa

    é isso q acontece em relações em que a TOLERÂNCIA É ZERO!!!

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  3. Peidorreeeeentoooooooooooooooo

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