segunda-feira, novembro 09, 2009

REVÓRVI

Isidoro, pra sempre Isidoro! Menino valente. Bíceps da vitória. Corajoso pra cacete. Enfrentava o pai, relava o dedo na cara da mãe. Perigo.

Um dia, sol de tetas moles e cadavéricas, saiu pra encher a cara e arrumar mais uma briga. Tinha uma porção delas no cartel. Tava afim mesmo era de trocar uns sopapos com o Jeremias, um baita crioulão invocado. Pausa: Jeremias arrotava, tinha o barrigão peludo. Achava engraçado jogar com as palavras: canivete, pivete. Vai ver é por isso que Isidoro desceu tinindo, da mobilete. Trocam olhares barra-pesada. Alta tensão na avenida Giugurta. (FIM DA PRIMEIRA PARTE)

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