sexta-feira, setembro 17, 2010

COMÉRCIO DE ALMAS NO PLANETA MAIONESE


Puta som fodão Nobody's hero, do Stiff Little Fingers. Crassiquera, meu chapa. Aopa. Bão demais. Fodóvisky sonzeration, fera.

Imagine só você, chefia. O sujeito chega ao escritório Bacana Choice. "E aí, qual é?" pergunta o funcionário, bela abordagem. Todo grisalho, cansado de se fuder sozinho, trabalha sentado relaxadão, com semblante de espantalho cozido, todo fudido, cera no ouvido pride.

O sujeito nem pestaneja, encara o atendente: "vim transferir minha alma. tô passando o refrão pro Aurípio". O tiozinho franze a testa calejada: "e você vai ficar com a alma de quem, rapá?" O que o sujeito responderia, você sabe, leitor(a)?

Eu sei. "Vou ficar com a alma do Jotinha!". Que alma esquisitinha. Alma do Jotinha! Que peninha...Alma que parece um saquinho de fritas, uma galinha - junky food farofinha. Pequenina alminha merda de minhoca.

Pra começo de conversa, essa alma trabalha na base do elogio. Só consegue engordar e mostrar serviço se a elogiarem. Seu olho do espírito fede cocô de vaca buchuda, deslumbramento poodle. Pra quem é burro, alfafa e bosta ambulante a alma do Jotinha afirma, vaidosa: "sou complicada, misteriosa, você tem que se antecipar a mim para agradar e me deixar feliz de verdade".

Agradar porra nenhuma. Felicidade o caralho. A alma antiga do sujeito, cadê ela? Ah, era tão lívida no trato com desconhecidas - pra depois virar faceira, vistosa, mais cativante que o Padre Celso. E era vigorosa tumém! Sorte do Aurípio! Tá comendo a Solange.

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