quarta-feira, outubro 27, 2010



Estava eu no meu leito de morte, e não sei roncava, se babava, ou apenas dormia; profundamente eu reinava, suando sonhos desgraçados. Nesses lindos sonhos, degolaram minha galinha Jurema. Eu era menino. Meu pai não vira a carnificina. Meu irmão nunca nasceria. E cortaram minha outra galinha, a Ondina - em 7 pedaços de ódio e rancor. Então um grande olho DE ALHO, com cicatrizes negras DE FISSURA, colocou-se entre o sol e minha pobre retina suada. Desgraça: para meus pés beijarem líquido, despencando o falso asfalto, desabo, coreto de Cordeiro, maio de 1989.

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