sexta-feira, outubro 22, 2010

MEU SEGUNDO LIVRO DE CONTOS


Aooopa. E aí cortesia, tudo em riba? Pois então, a proposta é a seguinte: você recebe os emails do grupo Arte Cultura de Rio Claro? Sim? Não? Você quer desligar-se do grupo?Acha que o pessoal é conscientizado pacas? Acha muito massa os convites pra eventos e exposições dos artistas da roça? Curte uma vibe engajada? Haha. O que acha de COMOVENTE naquela joça? O que respira ali de realmente salutar – espontâneo – mérito real? Essa e outras questões coloco aqui no embate, chefia. Tá certo.

Pra mim, a grande maioria daquilo ali é lixo reprocessado. Perda de tempo. São fábulas diárias de conclusões-azeitona. Discursos vazios de seres com propósitos mentirosos. Bundinhas lindas, que exprimem ignorantes sua cólera MTV, tomando ilustres túnicas verbais do ridículo. Para ganhar a VIDA E SEUS SABORES – estudantes universitários da existência, atuantes no onanismo alheio, com muita classe e ousadia. Há também, claro, os novos heróis politizados. De estilo demasiado fulgurante, enclichezados e articulados no jargão da folia epistemerda, são a bola da vez. Dá-lhe eleições! MOMENTO HISTÓRICO! Ui! Sim, fazem uso obrigatório do direito à democracia. Cidadania é chaveirinho essencial.

E o discurso é sem som, palavra vazzzia, verbo-sono, constrangimentos em pastilhas sagradas, halitose vulcânica – emails de composto fecal with amebinhas pícles. Aoopa – são os personagens fantasmas que interrogam e expressam ávidos, URGENTES! significativos puns e arrotos para si mesmos. Locuções constituídas de paralisias recorrentes, chefia.

Mas pra que se preocupar? Deixa pra lá. Política em Rio Claro? Política em Névi Iórque? Prefiro ver o Velão. Prefiro Fellini. Preciso voltar a escrever meus velhos contos. Finalizei o Promessas Horríveis, meu primeiro livro de contos. Aopa. E vai aqui o convite – pra VOCÊ! Você mesmo, meu amigo! Já sabe qual é o convite né? Promessas Horríveis – sacou? Que tal? Aguardo resposta!

Próximo livro de contos, preparo uma proposta mais PORRADA-realista - mas não deixando de lado meu humor maionese. É, com aquele imaginário ultrapunksambarilóvi rugindo, chefia.Você verá Veneza, Sujos, Avenida da Saudade, Big Bar, Tia Édna, Laguinho, Lago Azul, Boa Morte. Benitão. Antigo Over (sardade). Vários pileques. Muita chapação e poesia roça pride. Mendigos príncipes viajantes aqui e ali, coração humano muito adiante de nós, pessoas risólis que ainda confiam na ciência e em pesquisas cheias de números surdos.

Brotando do sangue da alma, revejo todos os dias essa vontade. Visceral, nas veias , vontade de acordar cedinho, alma fortalecida! ESCREVER! Banco de praça, verbo. Praça Boa Morte. Solidão. Apenas um caboclo de boa, mãos no bolso. Avenida da Saudade, tão onírica. Cemitério, cafézinho em velório do anônimo parça. Chamas humanas, extintas. Faróis que jamais sorrirão. A profundidade do mundo, como aprendo todos os dias! Nesse horário de verão, tardes quase melancólicas, viajo na pista, reitero conclusões, paixões explodem do dedão do pé canhoto até o céu de meus sonhos diurnos. Química do desejo humano rock and roll, chefia! Chuto um barril de gelo pra cima! Enigmas das produções humanas, a consciência é insuficiente, liguem os vulcões!

Quero perder o controle no garrancho! Joga sal no Nélson Fun! Frita a Tininha! Tininha, embaixo do lençol! Tininha, embaixo da cama! Potência e coragem, a criança reinventa o sol, inesperadas avenidas nunca vistas que abrigarão abismos amanhã à noite! Furacões em sorrisos extensos, de amigos reais!

Pedras de calçada que saúdam os BOAS VIDAS! Rio Claro, terrinha nobre de sonhos punks ! Ainda dá pra crer na felicidade, chefia! Tentaram me sepultar, tentaram o vale de lágrimas! Mas os contos ressurgem. Sobre o barro. Sobre um palco – Aracy com Y é bem mais legal! Outono, dança macabra. Cotonetes pra limpar a bunda do cinismo burro, sem sentido. E minhas folhas trarão calor infernal, onde os altares da neonatureza maionese precisam de dinamite pura!!!

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