segunda-feira, novembro 15, 2010

velha neurose novamente

vira e mexe e o medo reaparece. a raia da loucura toma-me a visão. os sentidos. fraco nos braços mentais, sinto tudo ao redor despencar. perda da lógica, pra que existe maçã se a transfusão corre em dor e depressão? desrealização. perco o respeito por mim mesmo (?!?!). não que saia por aí de cueca atolada de bosta. não. só piro, em velocidade inimaginável. e o tremor... vira e mexe, o medo apunhala minha sorte. porque? abuso de drogas? insanos rios de café? tretas e bad trips do passado retornando para o festim? não sei. sei que nessa tenebrosa estrada sem fim, eu suo frio. ou respiro o vazio do descontrole. extingo o sorriso. tudo me é sem vida, mais ilógico e cabuloso, torturante, fronteira sem voz. sinais mistos no cérebro: morbidez e estranhamento suicida. tô fora. agora tô melhorzão.


geralmente não carrego o pânico em si, mas algo louco, indescritível capítulo de velhas neuroses. começa com alteração da frequência visual. depois a tal da história sem sal: o mecanismo de defesa é menor que o mecanismo agressor. não minto quanto regurgito que tenho vontade de saltar do prédio da loucura rumo ao obscuro silêncio definitivo. embora ache que esse surto doentio seja mesmo é resultado da retirada da cachaça em minha vida.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Eu espero acordes que não desistam de cocainar meu dia, mesmo quando já nasceu morto. Espero notas que não apliquem a tortura do t...