domingo, janeiro 02, 2011

15:54


Três e quarenta e quatro. 15:44. A tarde, ótima. A alternância chuva/céu limpo, céu cinza-chove. A Zoega fechada. A banca também. Vou até o banco. Tomo o expressinho ali no Posto Andorinha, o "dos prayba". Há dois policiais por lá, da guarda municipal. Fala de bebezões "Rio Cráro num vira, depois da meia noite dei tchau pra minha mãe e fui lá pra Piracicaba. Rio Cráro num vira". E olhava pra mim, buscando certa cumplicidade. Abaixei a cabeça, me concentrei no livro que acabara de comprar.

Aliás, falando em livros: fiquei com vontade de comprar a autobiografia do Lobão. Talvez pela loucura dos 80 (perto da caretice dos 00's - e calma, não gosto do Cazuza), talvez pelo tom confessional metendo brasa. Talvez pelo fato dele crescer lendo as crônicas do Nelson. Não pelo lado compositor. Muito menos pelo lado polemista frasal de cunho sexual. Grande merda, o Lobão opinar sobre o mundo. Aliás, biografias do Keith Richards, Eric Clapton servem só pra enfeitar estantes. Não posso falar muito, afinal tenho do Buk e dos Stones. Se não posso falar muito, posso falar pouco? Ora, vá se foder, se lançarem a biografia do Mussum eu compro na hora.

Aopa: o cafézinho lá do Andorinha é bão até. Morre por dois e vinte. Mas que merda de ambiente né? Só tem mauriçola. Cara que fica no nextel se achando o maior porra louca porque "tomou uma garrafa de vinho sozinho na hora do almoço". E o figura avisa o amigão travesti que vai dormir um pouco pra ficar zero bala. Porque à noite tem De Vitto. É assim que escreve essa porra? Eu nem sabia que existia essa merda, até ver um imbecil de gola pólo e bermuda clara falando ao celular na esquina, em frente à birosca. "Vamú no De Vitú?"




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