quarta-feira, fevereiro 23, 2011

VÍNCULOS/A BARRIGA PORNÔ


vínculos. taí: vínculos. copo americanão fervilhando Sprite. mas de repente o vínculo se apaga. antes reclinadão na poltrona, a amizade vaza. o vínculo se apaga. vínculos dissolvidos, é o muro que renasce no planeta maionese.

***
tava com a patroa na rodoca do Tietê. esperando o foguete pra Rio Craro. (agora estou escutando Canibal Family do Muzzarelas, sonzera). Do nada surge um casálinho morfético de se ver. Cada peça aparentava uns quarenta e lá vai pilvada. Ela, cara de Lurdinha. Cabelo tosadin vale a pena ver de novo maça do amor - neutrona na atmosfera. Neutrona? Nem se soltasse aquela bufa monstra de enxofre cósmico atrairia olhares e nasos.

Ele não.


Era o indecente. escrotóide RASTEJAVA, acordado, de pé. Vestia, trajava? Ia trajando, não trotava, ia trajando da cintura pra cima meia-regata-branca. porque meia? por que a outra metade se apoiava na rampa circular. D gigante perfilado. o umbigo enchia aquela melancia peluda bizarra? porra, era a barriga pornô. cena indecente, chefia. não havia constragimento por parte da mulher (a Lurdinha devia chutar a pança quando errava os números essencias da Tela Sena).

Devia ser proibido, ninguém é obrigado, nenhum olhar seletivo bastará, Medusa é fichinha.


Então o casal manobrou para o invisível: a barriga pornô liderava a cena. Amenidades brutalmente dilaceradas ao olhos do mundo.



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