sexta-feira, fevereiro 10, 2012

porcas reminiscências




Naquela maldita noite, Mandiblas perdeu a tampa do cu de tanto cagar. Aos outros aconteceu a mesma coisa. É claro que falo dos familiares: da esposa do Mandiblas, a negra Sukita, e do irmão mais velho, o gigante Jáctus.

Jáctus era um polaco bom de briga, dois metros de muita fúria e, segundo alguns, milímetros de perversão nonsense. Parceiro de copo e de porrada, era temido por todos na rua. Seu cabelo não era crespo, era encaracolado, falou? E daí? O lance é que, afundado em sérias dívidas, vazou da pequena Rinópolis conseguindo abrigo na casa do irmão, oitocentos quilômetros distante.

Por insistência de Sukita, ao trio só restava se deliciar com suco de laranja. Os jantares eram pontualmente às oito. E a galera comia fritura, ensopados. E pra beber, suco de laranja. Era um suco esquisito, que tinha tudo de estragado, era azedão pra cacete, a Sukita disse que recebia toda segunda uma entrega com vários litros do aparato. E o Jáctus bebia tudo num misto de educação e quero que se foda-se. A essa altura, Mandiblas era um homem que já não fazia mais sexo. Estéril, vivia da renda da mulher. E já que cagava horrores, sua casa era dotada de oito penicos, espalhados em locais inusitados. Deixava a latrina para a mulher e o irmão. Se a cagada pedia inspiração, cagava em cima de um jornal, dentro da biblioteca. Lia muito romances de escritores fodões do século XIX. Quando percebeu que Jáctus limpava porra com eles depois de consumir o ânus de Sukita, tomou uma tonelada de refresco.

Um comentário:

OUVINDO HARDCORE E LENDO ESCRITORES BRASILEIROS E DO TIO SAM

As pessoas estão sem coragem.  As pessoas brincam verbalmente nas redes sociais perpetuando o lado cômodo da vida.  Já é uma bela bos...