quarta-feira, março 21, 2012

FREDEGUNDA REACH FOR THE SKY

Fredegunda. Sorveteira velhusca pirando na avenida 11. Vai toda corcunda, vai de boa Fredegunda, de empurrãozinho o carrinho ouve a flauta crazy. Não, não é flauta. É uma gaita malandra, pra sincopar gostoso com a banha que banha a Fredegunda. Dentro do box picolés marotos deitados bifes halls preto. 


Quarta-feira, Rivers. Onze da matina. Banha, havaiana, os braços flácidos, o rostinho pós-coroa, tunado em maquiagem. Blues do palito. Alguém num Uninho Vermelho, 87. "Nossa, você viu aquelas costas dilatadas?". "Não vi!". Tudo mundo atrás de rango essa hora, a fila do Big Pantoja em apuros pro pessoal do alface, malandro.


Qual sorvetinho que rola direto entre a meninada do Ribeiro? Uva! Às vezes esquematiza promoção, a Ursinha Corcunda costanua. Não, fiado não. Complicado. Dois de uva tia! Vem emo chupar de montão! A Tati deu a letra que a Fredegunda vai estacionar o carrinho no domingo - pra vender picolé no festival de róque que eles estão organizando! Uva! Depois vão melar docinho o corpo das guitarras Eagle compradas na Jog Music. É. Bacana. 


O carrinho deu ré, ganhou a calçada devagarinho. Quarta é assim. De limão, delícia diz o Rogerinho. Debaixo do solão da roça, de bonézinho. Pilotando o geladus car ela vai, toda desengonçada, é verdade, mas cheia de calor na periquita. De regata shortinho vovó verão na décima primeira avenida. 

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