segunda-feira, julho 30, 2012

GARRAFA VAZIA NO TABA FESTIVAL

Valeu pessoal! Grande abraço a todos que compareceram ontem ao Pepper Music Bar. Foi o primeiro Taba Festival, que contou com  o Anguere e o Garrafa Vazia, duas bandas de Rio Claro que estão aí no corre e porra, demorou, tamo junto! É nóis.

















Garrafa Vazia!

sábado, julho 28, 2012

quarta-feira, julho 25, 2012

ESCRIBAR NESSA MERDA

Nada de mapinha racional. Longe de gps clichêzento, muito engenhoso o mero copista júnior. Escrever é morrer. Queimem no inferno, lazarentos, eu sou contra o desperdício, tempo burro, pau no cu do discurso decorado sem sal e sem doença, queremos ataques individualistas realmente agressivos - elevando a ficção não masturbando a peruca do umbigo.

segunda-feira, julho 23, 2012

POTES DE IOGURTE


Que estranho: potes de iogurte! Alguns sonham com café, eu sonho com iogurte. Todas as noites vou a uma espécie de loja de conveniência. Não estou de pijama. Tampouco nu. Entro extremamente avante. Errante confundo-me, porque é difícil descobrir o lado correto de abrir a geladeira. Toda vez que erro, tenho de esperar. E lá vai o pote de iogurte: amolecido, com as mãos o aprecio. Há luzes amarelas acima da minha cabeça. Eu não quero ser assim, tão noiado em iogurte. E o pior é que não descobri se é sorvete, tudo isso, como sempre. Terça-feira o Velho Marinheiro dissera que sonhara com os Jogos Olímpicos de Barcelona. Em 1992 eu tinha onze anos. Época da quinta-série. Agora vivo a época dos potes de iogurte. A palavra pote é mesmo engraçada: para alguns é o lugar da face, ocupa o reino das idéias, centro absurdo de vontades. Quantos iogurtes estourados, eu sonho com potes de iogurte todas as noites.

Chegará o dia das pipas? O firmamento agradece: aos domingos pipas rasgam o celeste Santa Elisa, dos subúrbios de Rivers crianças nascem como feras voadoras.E ultimamente os potes de iogurte, mas por sorte meus sonhos são muito fodas mesmo.


domingo, julho 22, 2012

THE LITTLE FERAS


Você conhece o The Little Feras? Trata-se de uma banda de rock fulêra. Marky Thompson (comandando a bateria, sempre com seus óculos inconfundíveis), Peter Fuckway (estonteante guitarra)e Ricardo Caramelo (voz e baixo) são responsáveis por agradáveis canções num ritmo jovem e maluco.

No mês passado, estouraram. Plúm. A Austrália toda curtiu uma turnê muito massa dos rapazes. Gincanas, estádios, praças, escritórios de advocacia: o incendiário garagepunk tomou conta do ânus de Deus!

O empresário que, para os mais chegados apresenta-se como "Guardião da Cova" já avisara: "é, o som desses puto é bom, meu...". E isso rolou sussa, numa animada locução sob a noturna égide de Serra Malte. Ele e eu conversávamos sem grilo sobre vários assuntos legais, como se fossemos dois velhos tios aposentados. Aí eu pensei: "ele quase não elogia banda nenhuma...". Ou seja: para uma pessoa que é taxada de cínica e arrogante pelos imbecis e os "que não entendem nada" (pleonasmo), enfim, para uma pessoa abençoada pelo perpétuo gorrinho da controvérsia, este é um baita dum elogio bacana, não é mesmo? Que o cara é crítico brutão, tudo mundo sabe. Quem não sabe ou não sabia, agora vai se ligar, explico: o chefia não consegue evitar a mania da sinceridade. E que fique claro ao amigo leitor que o "Guardião da Cova" não mentiria pelo resto daquela tarde de outubro.

Meus amigos, sabe quando você acorda de estômago vazio e permanece estômago vazio? E ainda por cima manda um café triplo pra baixo e depois recebe a zica? Pois é. The Little Feras palestra sobre isso. Que é só comer algo que essa ânsia foge. Mas o Little Feras é foda pra caralho porque tem uma música muito louca: "Fuck You".

Mas voltemos ao The Little Feras. Fuck you já nasceu crássica. Trata-se dum dirty róque safado e emblemático, agressiva na medida certa, dançante-viciante, no mínimo. E ela não tem equivalência imediata a esta gloriosa canção que lhes mostro logo abaixo, mas a redenção ao experimentá-la  é totalmente similar:


E eu vou nessa, meus amigos. Tenho que ir trabalhar. O plantão chegou, é sério. Bão domingão a todos. 


terça-feira, julho 17, 2012

GRANADAS E PALAVRAS


e nós dividimos o mesmo rock and roll maroto quando o assunto é nostalgia vocabular: são tardes teenagers pertencentes ao passado  ali renascidas, quando no futebol "o carinha cavalava", "dava puta bicuda" e o fominha do time "se achava o maior pressão". um cara durão e independente desde os quatro meses de idade, carismático desde garoto, o Velho Marinheiro é antes de tudo o campeão em provocar animação fodida em qualquer rolê. Curte muito o agito e o seu arsenal  pra conversas cospe fogo, deixando a galera doidaça, eu vejo o riso da turma espalhado pelo céu estrelado.



sexta-feira, julho 13, 2012

SEXTA-FEIRA NOS ESQUEMAS


Sexta-feira! Sexta-feira nos esquemas...saudades e saudades da amada, saudades da minha DEUSA. Sexta-feira também que transporta-me ao rancho da calma. E de pernas esticadas, a alma curte uma longa e merecida espreguiçada. É que a semana correra afundada em função de tarefas e compromissos. O triste monopólio da atenção responsável. Mas durante os interstícios, houve o blues. O blues caminhando, ora solene, ora taciturno, como de costume. Sexta-feira! Sexta-feira nos esquemas...a formosa noite de sexta...loucos presságios que inconscientes vão revelar o sábado sagrado. Só um leve delírio do sábado já justifica a existência. Então, meus amigos, que ressoe gloriosa nossa sexta-feira, eterna parceira, no coração o sábado armazenado.

quinta-feira, julho 12, 2012

E O PEREIRA FOI EXPULSO...


Muita frescura. Atraso. Parecia um espetáculo para rivalizar com os áureos tempos de Xou da Xuxa. Esse é o Coritiba e sua distinta entrada em campo, de fazer inveja ao Lakers.

Uma falta com dois segundos. Assim começou o jogo: era um palmeirense atropelando o coritibano, ainda antes que secasse a saliva no apito do árbitro. A bola, mera coadjuvante, doara sua posição de destaque para papéis prateados adornarem todo o campo. Aliás, o gramado tinha suas modernidades: profundas poças d'água incrementavam as laterais.









No banco do Coritiba, meus amigos, está o Júnior Urso. Seria ele mais uma opção a ser desarmada pela água? Enquanto isso, Daniel Carvalho constrói passes bobos. "É um juiz ou um operador de telemarketing?" pergunta meu pai, impassível.

E os gols saíram em cobranças de falta. Airton fez um a zero para o Coritiba, aos quinze do segundo tempo. Pouco tempo depois, porém, foi a vez do veterano e homem-referência no sistema tático palmeirense brilhar. Pra mim, o gol foi dele. Pouco importa que o Betinho desviou a bola de cabeça e fez seu primeiro gol com a camisa alviverde. O gol do título, meus amigos, saiu dos pés do capitão Marcos Assunção.

Resultado final: o Palmeiras ganhou uma copa de merda.

Obs: E quem foi o artilheiro da Copa do Brasil? Luis Fabiano, do tricolor, com oito gols.














ao final do jogo, o capitão do Coritiba se exaltou um bocado, e...

terça-feira, julho 10, 2012

ZZZZZZZ


Amigos, que terça-feira sonolenta...

Parece que ao acordar eu não abandonara por completo o soneca's world. Por cada mágica dobrada de cotovelo, por cada esquina de tarefas cumpridas, era o bocejo meu ilustre cartão de visita. Eu era munido da certeza que em algum lugar perto da ilha da preguiça coletiva travesseiros da marca Flonside registravam em seus alto-falantes "Miles Away", o clássico do Winger. Então roncos de pequenos tratores seriam a trilha sonora da terra. Todos dormiriam em paz. Ninguém precisaria mais trabalhar ou se aventurar numa patética fila de lotérica. A humanidade toda estaria imersa numa ótima e eterna sesta. Comunidades inteiras puxariam aquele cochilão família, longe de pernilongos, inclusive. Tão renovadora, tão abençoada, a roncada dos mortos. Dormir, dormir, dormir. Uma terça-feira tão sonolenta, meus amigos, que eis novamente o sono a me conduzir pelo teclado. E evocado pelo dead brother, garanto minha viagem para lençóis.

domingo, julho 08, 2012

SÃO PAULO ESTRAÇALHA CORITIBA


Amigos, o tricolor do Morumbi estraçalhou o Coritiba. Nesta sonolenta tarde de domingo, nosso esquadrão encarou na capital a equipe reserva do Coritiba. Tudo bem, eu sei: ganhar de equipe reserva é como disputar corrida sozinho atrás das Três Fazendas. Nem tanto, nem tanto. O Coritiba estava bem organizadinho, talvez igual o trivial enredo das historinhas do Papa Capim, mas o importante é que plantado consciente lá estava.

E num primoroso passe do correto lateral-direto Douglas, Jadson fuzilou da entrada da área: a bola incendiou o ângulo esquerda da meta coritibana. Uma obra prima que faria o Absinto de Van Gogh descer ainda mais glorioso. 

O jogo era nosso. Comandados ainda por Milton Cruz, podíamos ver no camarote Nei Franco e Rogério Ceni trocando figurinhas sobre classic rock e cervejas importadas, felizes e satisfeitos. E o nosso ataque, sem Luís Fabiano suspenso (pra variar) viu Osvaldo todo marto descer pela esquerda, entrada na área todo arisco e tranquilo: o passe rasteiro sairia para os pés de Maicon com total tranquilidade ampliar: dois a zero para o SOBERANO!

A jogadora fora realmente açucarada, grande Osvaldo! No banco de reservas, William José pensava em canções de Bob Dylan, quando o primeiro tempo chegou ao fim.

No reinício, voltamos mais fodões que o Angus Young incendiando com seus bends todo o estádio do River Plate. O terrível Lucas prosseguia investindo em suas devastadoras arrancadas, levando numa nice toda zaga do Coritiba, só pecando por adiantar um pouco a pelota que sobraria para defesa do goleiro. Ah, sim: isto ainda no primeiro tempo, amigo leitor.

E na etapa final ainda vimos Osvaldo perder duas ótimas chances. Numa delas, o impetuoso nhoxibazi alçou vôo pela esquerda, entrou na área, avançou, avançou e fuzilou de esquerda  - e bola resvalou no lado de fora do travessão - para desespero dos mais de vinte e um mil tricolores presentes no Morumbi.

Então aconteceu a merda: numa jogada de nossa defesa que representou a própria reinvenção do patético, Cortez com a bola dominada dentro de nossa defesa, não quis despachá-la pra frente. Fez pior: recuou-a na fogueira para Edson Silva, que estava atrás do atacante do Coritiba. Desesperado, o negrão tentou dar uma bicuda pra aliviar o bonde e acabou é dando o maior sarrafo no ataque. Perdera o tempo de bola e a lucidez. Pênalti. Dois a um.

Mas ainda tinha mais, meus amigos. O infernal Lucas, anfetaminaedo pelo Nei Franco seleção sub 20 revival times, partiu com ela pelo meio e rolou para esquerda, na direção do Osvaldo. O pequenino das meias curtas livrou-se do impedimento, recebeu em plenas condições e de esquerda cutucou rasteirinho - a pelota morreria devagarzinha no canto diretio da meta curitibana. Três a um.

Por fim, queria deixar aqui um salve para o Denilson: foi um guerreiro em campo, impondo disciplina ao setor de meia cancha do soberano, um respaldo responsa, meus amigos. E assim desenhamos mais um final de semana feliz e vigoroso, porque o tricolor paulista quando quer jogar bola, o faz como ninguém!

Apesar do little vacilo, Cortez também representou.

sexta-feira, julho 06, 2012

PALMEIRAS 2 x 0 CORITIBA


Amigos, a Copa do Brasil é como o New Metal: é impossível levá-la a sério. Mas o que vimos ontem na Arena Barueri foi uma peleja vibrante. 

Estavam em campo Palmeiras e Coritiba, para a disputa do primeiro jogo da final. O Palmeiras passara na semi pelo Grêmio com instinto de matador: atropelara o tricolor gaúcho no primeiro jogo por dois a zero, em pleno estádio Olímpico em Porto Alegre.Na volta, também na Arena Barueri, o empate por um a um, em uma frenética batalha que teve sopapos, navalhadas e também a distribuição de algumas moquetas em ré menor.

Mas vamos ao jogo: dizem que é mais fácil roubar a mulher do Valdívia do que a bola dele. E é verdade: quando está afim de jogo, o chileno evoca poderes especiais dignos do lendário Golden Axe do Mega Drive. Era e é o mais técnico jogador palestrino. Porque o Coritiba dominou o primeiro tempo. Com mais volume de jogo, ajeitadinho, parecia a prosa do Hemingway: concisa e bem organizada, sem ajuda de meros adjetivos. Mas o Palmeiras tinha o juiz! E que juiz! O Velho Marinheiro me confessou: "parece um garçom, você viu?". Pois bem: aos quarenta e tantos do primeiro tempo ele pintou em aquarela uma cobrança de pênalti para o Palmeiras. Penalidade máxima, e sem gorjeta. Então o chileno vai pra bola e plá: goleiro pulando pro lado esquerdo, bola rasteira morrendo do lado direito, um a zero! O Coxa ganhava estrias e mórbidas celulites de preocupação.

No segundo tempo, aquela correria em prol da taça dos vinte e dois feras. E o juiz acabou prejudicando brutalmente o Palmeiras: primeiro deu um cartão amarelo bobo ao Valdívia porque ele fez de bobinho o colega de profissão: fingiu que ia devolver a bola para o coleguinha do Coritiba e reteve-a na mão, como brincam os amiguinhos do ginásio, sabe? Cartão amarelo. Logo depois, uma falta desnecessária do chileno e pronto: expulso. Mas o jogo já estava no papo, porque o Marcos Assunção até quando erra suas inimitáveis cobranças de falta, de certo modo acerta o alvo. Foi assim que Thiago Heleno cabeceou e plá plum: dois a zero para o Palmeiras.


No finalzinho do game, o pequenino Maicon Milk ainda correu livre e alone em direção ao gol, esteve cara a cara com o goleiro, chegou a tentar o drible, mas chutando meio desequilibrado, perdeu a chance de matar a birosca de vez. Dois a zero, placar final. Placar folgado pra segunda partida, não é mesmo, meus amigos? Nem tanto: César Sampaio cobrou humildade, dizendo que trata-se de um placar muito enganoso. A César o que é de César.


muita folia parmerense no vibrante jogo dos alviverdes.

Boca x Time do povo


Amigos, na noite de ontem aconteceu a finalíssima da Copa Libertadores 2012. Disputando a segunda partida da decisão, estavam em campo o time do povo e o Boca Juniors. Como o primeiro jogo terminara empatado, quem ganhasse levava o caneco. Em caso de empate, teríamos  prorrogação e, se o empate persistisse, disputa de pênaltis.


A partida teve como palco o glorioso Pacaembu, um estádio que em termos de relevância para o futebol é como o Bon Jovi para o rock and roll.

Bastante ridicularizados por nunca terem ganho uma mísera Libertadores, dentro de campo o time dos populares se esforçava muito para reverter este importante tabu. Penaram, correram pra chuchu. Foram acima de tudo guerreiros, diante do temido rival argentino. 

E a torcida também fazia sua parte: os fanáticos bonecos de arquibancada até o final deixaram seu lado emocional vir à tona, distribuindo originais gritos de guerra  e brincando muito com sinalizadores e enfeites artesanais. Quando a televisão focalizava de perto alguns destes seres, era possível ver com exclusividade expressões comoventes e humanas, digamos que ali a tensão e as flores do nervosismo exibiam com requinte seus melhores trajes de gala. Porque a marca registrada desta incrível torcida, letrada e elegante, é a sutileza. 


E sob os eloquentes brados desta empolgante massa shakesperiana, de modo impressionante os jogadores respondiam em campo: era correr ou correr feito um filha da puta, pra evitar que suas mães fossem sequestradas, os pais tivessem as orelhas decepadas, e os sobrinhos  por escolados meliantes em trajes alvinegros gentilmente estuprados. Os jogadores que haviam treinado exaustivamente a semana toda para jogar defendendo (com o bumbum pra dentro do gol) até hoje temem servir de alvo destes simpáticos torcedores. Não é raro chegar ao estacionamento e encontrar seu veículo totalmente apedrejado. Isso não é bacana. Também não é saudável ter de emprestar quinhentos reais a força para aquele primo ou irmãozinho ir comprar leite pras crianças. Mas voltemos ao "jogo". O primeiro tempo foi mais chato que os filmes do KINO-OLHO. Até craqueiro velhaco exibiu uma série de cochilos.  O jogo ia morno, a família do juiz não corria perigo, enfim, este resultado levaria a peleja para a prorrogação.

No entanto, ao invés de Riquelme e da equipe do Boca voltarem os mesmos do vestiário, houve uma pequena alteração para a segunda etapa. Quando o juiz apitou, eram bolinhos de arroz que rolavam por ali. Na condição de bolinhos sônambulos, deram um show de trapalhadas. Pelos buracos do Pacaembu, esbarravam entre si, eram trombadas de arroz  aos borbotões, os bolinhos estavam perdidos, como se apertados para urinar, não soubessem ao certo para qual toalete adentrar. E então depois de uma das tantas cochiladas dos bolinhos, eis o fato: um a zero para o time do povo. Haveria reação? Difícil. Minutos depois foi a vez do zagueiro Schiavi, de um metro e noventa e um, e duzentos e sete anos produzir o melhor passe de todos os tempos.  Entregou de presente o gol para o jogador Emerson, velho conhecido da Polícia Federal. Assim, chegou ao fim este fantástico Desafio ao Galo: não foi desta vez que o Boca levou pra casa sua sétima Libertadores.



Schiavi, o garçom da noite.

quarta-feira, julho 04, 2012

depois de ultrapassar aquelas terríveis tempestades da tortura, o alívio não me parece assim tão impossível.

pode apostar, Lindomar

confuso, vagabundo, folgado. louco por futebol e rock and roll, aquele flamejante, conhece? incendiário, de libertação. louco por liter...