domingo, setembro 30, 2012

A ERA DA INTERNET


E todo mundo finge que leu. E todo mundo finge que viveu. Sua senha foi alterada há cinco meses. Sua capacidade de reflexão está restrita ao inefável daquele velho e conhecido bafo da preguiça, bocejo contagiante da estúpida inércia. É uma questão de ver as coisas com olhos de wikipedia, com dedos de google, com coração de merda. A superfície é tão abundante, que muitos vão perder Black Sabbath e ovo cozido DIY, sem ao menos contar em modo errático rasas moedinhas dentre as movediças ruas da lua.

sexta-feira, setembro 28, 2012

cândido cerrar de eyes

Entre o irreal e o real vive um pastel de mediocridade. Funciona essa porra! Ele é o divisor de todo o rolê. Ele que narra em vozes do óleo o que levará etiquetas adesivas simples ou motivos de esculhambações para o bobo gozo das elites. Entre o irreal e o real, há a valsa eterna do eufemismo e uns laquês bizarros, feitos para o ânus dos antenados quarentões. Antenados com o que, porra? Com o bombril pra incrementar o wifi. Antenas ou "lances", tanto faz, como aquele peixinho laranja todo tampico, que tomando um baita susto duma dedada tonta em seu aquário, chora sangue, chora sangue, instalado dentro das Lojas Americanas - bem ali na parte de Biscoitos e Calças Jeans, sempre a preços módicos e serenos, esse peixe tampico não resplende. De qualquer maneira, que tal agora então, meus amigos, seis da matina e os little birds perto da minha janela como se arriscassem galgos anárquicos em bends mezzo cantantes, crué crué crué, que som é esse, Derico?

***

A majestade do DEZEMBRO que virá, ah chefia, esse transbordamento intenso alma adentro, rugindo sonhos em infinitos sorrisos que emolduram os longos abraços envolvendo a minha amada, porque vamos voar muito acima dos enumeráveis continentes, desprovidos de fadiga e com o sono controlado pelo número zero a maior parte do tempo, é verdade. E eis que o cardápio indica-nos límpidas manhãs riscando de estralantes sutilezas nossos humores internos, com a telepática benção do nosso entendimento sobrenatural onipresente...a eterna sinceridade girando corações e gentilmente nosso jantar japonês transcorre lírico, estamos vivos e é dezembro: eu sou fisgado pelos nossos olhares apaixonados em alegres exclamações, silenciosas, doce dezembro, triunfante e alucinante a cada Nízinha, pra lençóis agora eu vou sonhar com você, meu amor.

quinta-feira, setembro 27, 2012

DECENTEMENTE


Quinta Stones. Vou passar aquele little coffee agora, chefia. De Lightnin' Hopkins ao frio, do frio vem aquela  vontade de capturar as velhas canções, you know. Quinta Stones. A gata é branca e seu nome é Olguinha, ela é pequenininha e pula aqui no meu colo, no teclado também, quer carinho na barriga, a Olguinha. Gatinha  zica que sometimes brilha com seus olhos de little omelete. Não sabe miar ao certo. São pequenos ensaios, como eu, que não sei assobiar. Mas arrotar eu sei. E peidar como um velho vovô também. Aopa.

terça-feira, setembro 18, 2012

#1



Mó tempão sem escrever por aqui. Não escrevo por aqui mas escrevo no meu livrão de borso, capa preta, indústria nacional, caneta desvario, chão quente derretido de loucura em quartzolit tube - enquanto a insônia amadurece, as linhas fervem, derretem o solo todo vermelho, e entre curtas notas e contos rápidos, eu permaneço. Lobisomens de Rivers, garfo e facas vivos em São Francisco de Berma, alamedas de Salubre Dreams, a roça está com um calorzão dos infernos explodindo cento e oitenta mil almas.




Época de eleição, mesma história. Todo mundo pidão pra caralho. Todo mundo peidando promessa, soltando fagulhas de companheirismo bacanóide. Massa. Foda-se. Vou pro estúdio com a banda. Gravo "Pedrerage Sessions". Esse é o volume 1. São oito pauladas. Estamos entrosados. Na chapação do take do domingão maluco, erros e improvisos - tudo menos pedidos de desculpas e soluços.



Voltando de Pira, Feira Alternativa na Estação. Som do Anguere. Boa banda. Rapaziada firmeza, som fodido, crunchão, metronômico, bons riffs, o minimalismo destrói, eu digo. Feira do Vinil, Confronto Discos - salve Sadao! consertar amplificador, corre de cubo, show, ensaio, disco, pedais e pedais, válvulas, Keith Richards picotando Ronettes em 63,  a nova geração nem ao menos vai de ódio nem que for descafeinado. Tudo pronto. Toda informação brocha plus ali no talo, fita k7 is dead, my chapa.


Desempregado, no seguro desemprego blues, inspirado em café e Rivers, na patroa e no rock ingrêis, mudando tudo em casa de lugar, mudando de vida, dando porrada em todo mundo, chutando o sofá de Deus, fliperamas novos, paciência com eco negrão e suspenso no sorriso de Lúcifer, sangrentamente cultuando os sons com real punch, real soul , james gang ovo cozido, humbuckers e sanduíche de gasolina, sangrentamente atravessando a avenida Visconde do Rio Claro loucão, de berma e assassino, sem um puto no bolso, chinelão dilacerado uma ova rapá, convulsões desfeitas em sorrisos, travadão respiras tu maxilar, macabrão bond do blues eterno da discórdia, tijolada na boca do palhação, tumultuando mais que falta de ópio na vida vegetal dos mortos, enquanto límpidos ranhos abrigam o tempo seco, elegem o catarro como muso do tempo zuado e estação sem fundo de realidade, sovacos peludos tingidos de ruivo, mulatas que nunca ouviram John Lee Hooker, e eu descubro quanto mais formidável é a porra de estar vivo de prima bicudando o estragadão zóio do infinito, eu e meus camaradas, eu e my soul, que meu negócio é trintão de Whitman e exagero do Nélsão, Bon Scott segura o mic e delira, o caos prolongado num acorde chucrão, nóia, lento e sabbathico, hordas de insetos picando o ânus da mediocridade nas igrejas cheias de cabelos lotados de pus, torturante é ter paciência com flanelinhas liars do dissabor, como o bafo de rolha de qualquer sapatão metida a sapatão, e os orgulhosos são tão orgulhosos! Puxa, que coisa legal comprovar algo, retificar, ajeitar o corpo, desajeitar o cabelo, peidar dentro do carro, comprar uma moto e mostrar pro posto de gasolina, deserto. Adeus, nada: nuvens de cachaça sem árco pra mim, Imensidade Blues, amanhã é terça e vou explodir sempre a ansiedade, tão recorrente, água?



sexta-feira, setembro 14, 2012

GARRAFA VAZIA - GERAÇÃO IOGURTE

É com great satisfação que convoco todos amigos leitores e leitoras do Vozerio para a audição desta que é a mais nova música do Garrafa Vazia, chamada "Geração Iogurte". Aoopa!




quinta-feira, setembro 06, 2012

Quinta-feira malandra, ajeitando com sugar a oportunidade pra sexta reluzir num golaço de trivela. Centrão, aí vamos nós! Eu e my soul, que o negócio é alma, suor e rock and roll.

GARRAFA VAZIA + DZK!


terça-feira, setembro 04, 2012

VOCÊ CONHECE O BRUNO LÓQUE?


Você conhece o Bruno Lóque? Eu conheço. Negrão gente fina. Vinte e alguns wild years cravados na certidão de nascimento. Brunão é sangue bão bagarai. É o irmão que agora mora pros lados de Birdland. Trampo e sutileza, copos americanos e destreza na visual programação na linguagem do dinheiro ou não. É o cara que não enche o saco de ninguém com babaquices anímicas. É o malucão que daquele jeito ainda defeca uns power chords malditos na mais velha tradição do mestre GG Allin. E inclusive consome in your soul crássica e clandestina literature porn devil no vinil mermu, enquanto estufa o envenenado coração através dos secretos subterrâneos - lá onde aquela safada poesia libertina do mais fino esgoto peida e ainda reverbera pra valer, meus amigos. Esse o Bruno, Lóque.

OUVINDO HARDCORE E LENDO ESCRITORES BRASILEIROS E DO TIO SAM

As pessoas estão sem coragem.  As pessoas brincam verbalmente nas redes sociais perpetuando o lado cômodo da vida.  Já é uma bela bos...