sexta-feira, setembro 28, 2012

cândido cerrar de eyes

Entre o irreal e o real vive um pastel de mediocridade. Funciona essa porra! Ele é o divisor de todo o rolê. Ele que narra em vozes do óleo o que levará etiquetas adesivas simples ou motivos de esculhambações para o bobo gozo das elites. Entre o irreal e o real, há a valsa eterna do eufemismo e uns laquês bizarros, feitos para o ânus dos antenados quarentões. Antenados com o que, porra? Com o bombril pra incrementar o wifi. Antenas ou "lances", tanto faz, como aquele peixinho laranja todo tampico, que tomando um baita susto duma dedada tonta em seu aquário, chora sangue, chora sangue, instalado dentro das Lojas Americanas - bem ali na parte de Biscoitos e Calças Jeans, sempre a preços módicos e serenos, esse peixe tampico não resplende. De qualquer maneira, que tal agora então, meus amigos, seis da matina e os little birds perto da minha janela como se arriscassem galgos anárquicos em bends mezzo cantantes, crué crué crué, que som é esse, Derico?

***

A majestade do DEZEMBRO que virá, ah chefia, esse transbordamento intenso alma adentro, rugindo sonhos em infinitos sorrisos que emolduram os longos abraços envolvendo a minha amada, porque vamos voar muito acima dos enumeráveis continentes, desprovidos de fadiga e com o sono controlado pelo número zero a maior parte do tempo, é verdade. E eis que o cardápio indica-nos límpidas manhãs riscando de estralantes sutilezas nossos humores internos, com a telepática benção do nosso entendimento sobrenatural onipresente...a eterna sinceridade girando corações e gentilmente nosso jantar japonês transcorre lírico, estamos vivos e é dezembro: eu sou fisgado pelos nossos olhares apaixonados em alegres exclamações, silenciosas, doce dezembro, triunfante e alucinante a cada Nízinha, pra lençóis agora eu vou sonhar com você, meu amor.

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