segunda-feira, outubro 01, 2012

Eu vou fazer um xixi bem maluco, ele disse. E voltou com destacados três pingos na cueca azul. A urina dispensada proporcionara-lhe conforto e satisfação para cocainar o próximo exército de ideias bacanas atuantes contra a civilização. Ideias bacanas frente a otária civilização, mas sempre haveria um senhorzinho simpático, uma boa velhinha gente fina e um vira lata firmeza pra provar que o mundo não é só dos idiotas. E então ele colocou a cueca na cabeça e sem babar começou a sonhar com uma chuva da mais pura limonada, numa terra fértil desprovida de maiores agressões aos estômagos. Ele está sem dinheiro e com limão escorrendo-lhe pela testa, mas se a caixa econômica federal agilizasse as coisas, ele renasceria comprando uns bons discos de rockão setentista, pentatônicas de responsa orientando passos e verbal groove escolado pelas calçadas da vida. Eu sou o xixi bem maluco, ele concluiu. Ele e o olhar gordamente abobalhadão  estrábico e mordendo a língua de prazer, o cabelo desfeito e o ruído de muitos puns sendo oferecido como o legado de sérias e agora extintas bisnaguinhas seven boys.

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