terça-feira, dezembro 11, 2012

UM JOGAÇO ROCK AND ROLL


Algumas coisas dentro do mundo do futebol ainda me fazem sonhar. Como assistir nesse último domingo o primeiro tempo de Manchester United e Manchester City. Isso sim é que é um derby rock and roll, babe


Blues e Red Devils, jogaço aguardado até pelo Marquinhos Teixeira, ex-romântico leitor das crônicas do grande Nelson. 

E onze e meia da matina, pontualmente, a bola começa a rolar. Assisto na íntegra apenas o primeiro tempo. No segundo tempo, infelizmente, acabei cochilando. Quando acordo, é tarde demais. Inclusive saio de casa depois numa puta correria. Preciso ir buscar meu discão do Blue Cheer na Feira do Vinil e Afins no Centro Cultural. Felizmente, chego no horário e saio feliz da vida com meu disco.

Mas e o jogo porra, quanto terminou? Não sabia ainda. O epílogo da treta até então, totalmente desconhecido.  Horas depois, no entanto, checo no site da ESPN Brasil o resultado da batalha. Qual teria sido o desfecho desta sensacional peleja, Marquinhos? 

O placar final é irrevogável: 3 a 2 para os Red Devils. 'Tava engasgado', diria Rooney, que viu o Manchester United perder para o rival os dois jogos na Premier League do ano passado ( um deles por 6 a 1!). E ainda por cima sagraria-se campeão da temporada passado, o Manchester City.


Enfim, um jogaço rock and roll. E a seguir, algumas porcas notas garranchadas durante o clássico:

"UMA CHANCE"

Rooney é o cara. Quando o City parecia dominar o jogo, eis que a presença de Wayne Rooney toma conta de todo o Etihad Stadium, casa do Manchester City. Na primeira bola que recebeu em condições de arremate, num contra ataque em alta velocidade,  o baixinho não decepcionou. Foi decisivo. Mostrou todo seu poder de definição rock and roll. Em poucos movimentos,   Rooney recebeu pelo meio,  e logo na entrada da área, dribla fácil o zagueiro azul. Na sutileza dos grandes craques, o arremate: em câmera lenta a pelota é guardada no gol. Dorme no cantinho direito do goleiro dos Citizens (e também goleiro do English Team). O "Shrek" enganaria toda a defesa adversária, sua torcida, e inclusive o flanelinha Jean.  Rooney atingira o contrapé do próprio domingo. E a pelota estacionada de vez ali, no fundo das redes, numa corrida mansinha, mortal."

Depois, mais essa:

"OUTRO DO ROONEY

Impressionante. Dois chutes, dois gols: este o assombroso aproveitamento  do atacante inglês. Vindo de trás, em jogada pela direita do ataque. Porra louca com fome de artilharia, Rooney se apresenta, invade a área em diagonal pra arrebentar com o City, num chute cruzado, rasteiro, de pé direito. Como um furacão no esquemão surpresa, estufando a rede celeste, determina o balaço da explosão, duplicando a bagaça.  Rooney representa."

E essa:

"O City tinha um puta ataque, o apoio da torcida. Tinha Yayá Touré. E os Red Devils tinham Rooney".

Pois é. Mas o United teria também o chutaço de Robin van Persie. Nos acréscimos, em cobrança de falta, o holandês desempataria o jogo, dando números finais ao jogão do domingão préza. 3X2. Em pleno dezembrão dos loucos, respira o futebol de verdade.




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