quarta-feira, dezembro 12, 2012

VOU DAR UM TALENTO NELA


Fim de tarde no Dejota. Vila Indaiá. Horário de verão. Estamos na velha Rivers. Duas cadeiras amarelas de plástico estacionadas na calçada. Eu e o primo Sebastião Casagrande em cena, ganhando o movimento da rua. 

Surge então um moleque figura, com a camiseta da seleção peruana. Ele vai pedalando sua magrela, de chinelão mermu, sem pressa. Descontraído, vai desenrolando a ideia pros outros dois parceiros, que pedalam suas bicicletas na maciota também:

Eu vou ligar pra ela.
Vou falar com ela.
Vou dar um talento nela...



Nenhum comentário:

Postar um comentário

Eu espero acordes que não desistam de cocainar meu dia, mesmo quando já nasceu morto. Espero notas que não apliquem a tortura do t...