quinta-feira, janeiro 31, 2013

CHOVEU E O VELO VENCEU!!!




Foi difícil. Foi suado. E merecido. Ganhar de um a zero nessas condições é poder adentrar ao Olimpo como crachá de verdadeiro rockstar. E meus amigos, o primeiro tempo aconteceu debaixo de um dilúvio como há tempos o Benitão não recebia.

A torcida fez sua parte. Xingou, apoiou, anunciou uma série de ataques cardíacos pelas arquibancadas. E a pressão funcionou. No final, Jefferson Silva que entrara no segundo tempo acertou o pé. Aos quarenta e sete!! Explodiu Rio Claro, o chute, decisivo. Balaio. Rede. É nóis. Velão rugiu. Como vibra essa torcida - que é única, no mundo inteiro, vocês sabem disso. Aqui é  Velo, porra. 

E como jogou o Serginho hein? Tem talento e pique de sobra o chefia. O time ainda não tem meio de campo, nem padrão de jogo e ressente  a falta de um treinador mais enérgico (por enquanto parece um tanto quanto insosso). A equipe também ressente de jogadas triviais como constante avanços dos laterais, jogadas em profundidade, lançamentos, penetrações básicas pra perfurar o adversário com gosto e agressividade. O esquadrão parece afoito demais e quase sempre adota a falta de ritmo como caos primordial - o Velão é inconstante na transição de jogo, insistindo em se livrar da bola antes de formular um mínimo embrião de jogada ou qualquer passe curto calculado. E o camisa 8? O camisa 8 é deplorável, preguiçoso. Não honra o manto rubro-verde em momento algum. E ainda por cima arrumou confusão, quando na hora do gol pediu pra que a torcida se calasse. Isso por um gol que não ajudou em NADA a construir. Precisa abaixar a bola e treinar fundamentos os mais primitivos do esporte bretão.

Mas mesmo assim reluziu a eterna força da mística velista. No final o time adiantou a marcação, empolgado pela nação velista - e pela esquerda do ataque encontrou a glória. Estava selado o destino. O Benitão de súbito se iluminara, nascia ali a alegria dentro e fora das quatro linhas - das crianças aos velhinhos a festa foi inesquecível na celebração do  tento velista. Quem esteve ali presente, no dia 30 de janeiro de 2013, pode compreender o que é a força de uma incondicional paixão. A camisa doze cumpriu o seu papel. E assim, o Velo venceu a primeira. 








O simpático Doguinho, que acompanhou de perto o triunfo velista.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Eu espero acordes que não desistam de cocainar meu dia, mesmo quando já nasceu morto. Espero notas que não apliquem a tortura do t...