segunda-feira, janeiro 07, 2013

QUEEN NO CIA PAULISTA


Uma noite mágica. Sábadão na velha Rivers. Temperatura agradável - nem quente, nem frio, nos trinques. Partimos para o Cia Paulista eu, Canetinha e Mestre Barquinhos, após uma necessária e descontraída sessão de temakis no Gonza Makis.

Chegamos. A entrada do Centro Cultural ganhou "nova iluminação", de gosto discutível. Entramos. Fomos recebidos com uma iluminação baixa e um telão com o novo dvd do Robert Plant. Uma mesa em boa posição logo proporcionada criou o agradável clima de ansiedade. E não demorou muito pra surgirem no rolê Iuri, Tim e Igor. Só rapaziada gente fina. Em seguida, Jéssica e seu irmão mais novo, vestindo uma camiseta preta do Metallica (do Black Album). Então o som no telão passou a ser o do KISS Unplugged. Coisa fina. Destaque para a tristonha Goin' Blind e sua marcante linha de baixo. E o jogo de luzes vivo, fazendo a cabeça da negada. A essa altura a casa ia começando a encher de verdade. Todos esperavam os clássicos do Queen, aqueles refrões arrebatadores, as levadas heróicas Taylor-Deacon, os solos inconfundíveis, os coros em sintonia, enfim, todos esperavam os hinos perfeitos do quarteto inglês.

Freddie Mercury preparava-se com afinco no camarim, sempre a base de Yakult e farofa do Cervezão. Enquanto isso, eu apenas esperava a apresentação. Esperava sentado. É bacana esperar sentado. É necessário para que depois irrompa o levante e toda aquela vibração que o evento requer.

A noite está cheia de ar condicionado. O público é A e B, mas não um A e B que é burro quem nem o do Madalena (galinheiro noturno tradicional da velha Rivers). É um povo com um certo gosto, com certas opiniões. Há o pessoal mais velho também que antecipadamente reservara mesas perto do palco. E então a banda começa. Anotei todo o set list:


ONE VISION
TIE YOUR MOTHER DOWN
A KIND OF MAGIC
SOMEBODY TO LOVE
UNDER PRESSURE
IN THE LAP OF THE GODS...REVISITED
KILLER QUEEN
I'M IN LOVE WITH MY CAR
ANOTHER ONE BITES THE DUST
WHO WANTS TO LIVE FOREVER
I WANT TO BREAK FREE
DON'T STOP ME NOW
SAVE ME
FAT BOTTOMED GIRLS

Então veio o intervalo. E nele, um rolê bem gay: Domino Dancing deu as caras no sistema de som. Aue Aue. Na sequência, vieram Let's Dance do Bowie e Strangelove, do Depeche Mode. Era a pausa pra cervejinha, pro raio, pro gote, pra cartada decisiva na rodada da paquera, pro pedido de desculpas, pra peidar desbaratinadamente, pra ouvir Under Pressure, outra vez.

Eis o set list do  2º bloco:
LOVE OF MY LIFE (número acústico, claro, aplaudidíssimo pelo público)
CRAZY LITTLE THING CALLED LOVE
SPREAD YOUR WINGS
I WAS BORN TO LOVE YOU
NOW I'M HERE
BOHEMIAN  RHAPSODY
HAMMER TO FALL
RADIO GAGA
THE SHOW MUST GO ON
WE WILL ROCK YOU
FRIENDS WILL BE FRIENDS
WE ARE THE CHAMPIONS
GOD SAVE THE QUEEN


E foi isso. Sonzera, "mór zoera" como diz Lucas Élvis. E Freddie disse, ao final: "Queríamos agradecer a cada um de vocês...". Ele falava entre os sons, apresentando-os com discrição, fez o seu "vocal solo", foi um bom frontman na noite do Cia Paulista - e um dos garçons fez inclusive um belo dueto com o vocalista, subindo ao palco todo animado. E também não faltaram figuras carimbadas no rolê . Como Blaze Bayley, que cada vez mais calvo e cabeludo esteve presente, além da porpis rouba cena - uma velhaca Baleia Blond que perdeu a linha numa espécie de dança compassada (abrindo e fechando as roliças e velhuscas pernas, girando e rodando sobre si mesma, toda leitoa) imprimindo o ridículo numa mistura de "Vira Vira" com "É o Tchan" durante a música Radio GaGa. Enfim, uma noite mágica. Cenas de Rivers.

2 comentários:

  1. Highlights para o dj tesourando a execução calorosa de show must go on, a fat fashion de salto alto e o temaki de shimeji com abobrinha!

    Canetina, valeu pela barca!

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