terça-feira, fevereiro 19, 2013

CAVALINHO DOIDO

Bruscamente, Tony Cocô se inclinou. É que acabara de levantar-se do sofá. Ele recolheu seu revólver. Mas depois mudou de opinião. Mirando bem no meio da testa da empregada, começou a disparar. Mas apenas fez oito disparos. A empregada agora jazia em escarlate, dispersa em miolos. Tinha os últimos dentes e gengivas como o auge de uma groselha borbulhante, o quadro era um vívido mar de desgraça meio Milani, sem dúvida. E sim, alguns outros miolos tingiam o sofá, inclusive até na peruca do Tony havia algo de intrigante. E pensar que tudo isso fora armado por causa daquele precioso Le Cheval.

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