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PULA DENISE!


Ela parecia estar pulando corda. E que calor fazia em Rivers! Trinta e nove graus e lá vai borracha queimada...

E ela lá, pulando. Pula, pula - pula, pula Denise! Assim! Que calor! "Tá insuportável" dissera, minutos antes. "Ai que abafado, terrível, nesse calor não dá". E a Denise lá, naquele pula, pula, pula, pula! Estava fazendo amor com Cássio, o mordomo. Insaciável, ela ia por cima, e então vieram os flashes. "Ihhh, sujou" o pobre Cássio pensou, com o coração disparado, a vista embaçada pra caramba. Denise arrancou a xoxota do peru do serviçal e lançou um grito que enche o quarto de sangue. Encarada por Artur com um ar inédito, sabia que nada seria como antes. Desolado, o marido traído não se movia, perplexo. E de repente aconteceu: Denise teve um estalo - ela se precipitou para a janela aberta e desapareceu do quarto, despencando do oitavo andar. Caiu em cima de uma mobilete. Caiu a poucos milímetros do Paulo Farofa, um engenheiro civil que suava muito - e agora era o suor brilhando na testa e a insistente coriza na napa, meros detalhes perfazendo aquele assustado homem nascido na velha Rivers.

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