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A BOLOTA DO PEIXITO

Não!  Conserve meu pote aí, porra! Eu quero minha bolota no lugar original. Converse minha lata aqui, onde ela onde está. Deixe ele assim. Isso. Os ombros curtem ele aí, este é o Peixito falando direto da Terra. 


Pena que então veio a equipe de mudanças do Sérgio. Códigos e códigos de indução, foram abrindo a porta na bicuda, meteram um safanão na napa do cidadão, eles deram um BRAILE ali, no Peixito's house. E pronto. E o Sérgio nem tchuns: só contratara os rapazes e bola pra frente. Peixito agora gritando como Tom Araya: não, deixa meu pote aí filho da puta! Peixito sem camisa, com seu corpo magro e ossudo, de abdômen amarelo todo amarrado no sofá. Sentado e com um cinto de segurança na altura do saco, os pés chutando o ar, porque era levado pela equipe de mudanças do Sérgio pela Avenida Suja Park. 


E respirando pelo cu, Peixito desejou ser um peixe, e nadar sem rumo num aquário de groselha, loucamente a locomoção até a morte, na groselha, natural.


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