quarta-feira, março 06, 2013


Eu desliguei minha moringa. Escrevi um recado para mim mesmo dizendo coisas bastante grunhíveis.  Eu não sabia para onde estava indo. Pedia uma xícara responsa de café para lucidez, senhora responsável, a mais responsável das almas errantes, vagantes almas aqui no espaço cegueira, e quando tentei retomar o pedido pela segunda vez, vi tudo embaçado.  Desisti de dormir. Mas continuei deitado na semana seguinte, embora eu estivesse sem sono. De rosto inchadão, eu levantei capengando, parecendo um fantasma beldo chutando copos de vidro e copos de gelo.

E a maneira como eu enxergava o mundo mudou nessa última noite, não foi? Sempre muda. E mudou e muito, mudou o mundo, eu pisei outro em cima da manhã e o sol e a sombra trincando as calçadas do centro, o céu felizão, eu meu mundo ela o mundo dela o nosso, eu ela nós, pra melhor, a gente a gente. Eu amava ainda mais a minha mulher.

Eu comecei a pirar, a trip intensa e nítida: ah,  o quão o amor é um incendiário foguete dentro do coração sem break pra gasosa, dançando e cantando nós vamos, eis a era da nossa eterna explosão, Ní, a alegria vem depois da alegria.

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