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PERÊNIO ESQUISITÃO



Quando Perênio saiu, estava na maldade. O nevoeiro dentro  de sua cabeça imediatamente engolira sua boa fé  - e ele já não conseguia separar bons sentimentos de matança e destruição. Distinguir era para os fracos, o Perênio ligou o F e entrou numas de ser o último farrapo honesto na face da terra.

E de repente uma bad trip pintou na área. Perênio se sentiu esquisitão. Parou no meio da Rua Teflon Seven, era puro desconforto. Seu estômago borbulhava, a testa babando suor frio. 

Sentia-se como que despencando em queda-livre, talvez do vigésimo oitavo andar. Perênio cairia de peito aberto, a barriga nua e a rua, para tingir de vermelho um pedaço de chão imundo na velha Rivers, os ossos espalhados sob o céu azul.
     

Elegantes edifícios não iam dar a mínima. As pessoas saltariam o defunto, e depois voltariam para ver um tiquinho da Globo depois do rango. E depois a concentração visaria a digitação correta dos botões no caixa eletrônico, talvez no dia seguinte. 

Perênio desmaiara cheio de vertigens perto de uma loja de frios, a mais famosa casa dentro do estilo a bordo da Rua Teflon Seven. O assalto planejado minutos antes minguara de vez, e sua testa babando suor frio causava nojo na população.

      Assim, um perigoso polícia amputou-lhe o pênis duas horas depois, em circustâncias misteriosas - pelo menos foi o que disse um comerciante aos jornalistas.
O corpo do Perênio até hoje está desaparecido, mas o policial que confessou o crime ontem viajou pra Búzios.

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