domingo, março 10, 2013

RAFINHA TALES E O MONSTRO


Foi então que ele ouviu um barulho: BLUM! Um BLUM claro, nítido. Uma bofetada no ouvido da galera. Uma sonora bofetada pra aguçar os sentidos de várias cidades invisíveis. E como ele estava do lado de cá de uma porta trancada e o monstro estava do lado de lá, não era preciso ser muito esperto para descobrir que a coisa estava preta para o lado do Rafinha Tales. E pelo barulho, a bofetada era uma bicuda: BLUM. Em sua cabeça, BLUM, surgiu a imagem do monstro enterrando as unhas compridas e sujas de ranho seco em sua pele sensível e cor-de-rosa, ele sentiu sua gengiva agora estuprada e bastante infeliz.

Subitamente, Rafinha Tales se lembrou de uma canção do Lulu Santos. Como podia gostar disso, dessas coisas, usar essas roupas limpas, engomadas, andar com gente merda com cérebro de gengibre? BLUM. BLUM. A porta não aguentaria o tranco. BLUM.Quando um monstro começa a entrar para valer na fase 'destruição eu amo você', um dos sintomas apresentados pela vítima é o cagaço seguido da punição por parte do monstro, que inclui uma série de bofetadas, murros,  moquetas frontais, cotoveladas de responsa, beliscões nas partes íntimas, queimaduras com ponta de cigarro nos olhos, etc...

E Rafinha Tales subitamente fez cocô na calça.

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