segunda-feira, maio 20, 2013

ENQUANTO ISSO, NA VELHA RIVERS...


Olha só.

Tomava, junto de minha companheira, o meu glorioso café.

Aquele café expresso pós almoço, sagrado. Na padoca. De boa. Normalzão.


Aí, ao meu lado direito, surge ele.  O amigão. O infeliz intruso do acaso.

Ele resolve mexer com quem está de boa, tranquilo.

Começa a me encarar. Que medo. Está do lado de fora, todo enfezado, o olhar mordaz. Capricha nas caretas. Precisa do olhar fixo. 


De pé, insiste. Não para de me encarar. Está no maior love e com cara de estrume. Acho que quer briga. Será?


Eu o questiono, levantando a cabeça. É o gesto típico do "que foi, porra?".


Ele faz também seu gesto. Ergue a mão direita, imitando um copo, imitando uma pequena dose:


- Tô esperando meu café. Porque eu prefiro pedir do que roubar.


Que caridoso. Puta favorzão.


Então veio-lhe a resposta , de bate pronto:


- Foda-se.

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