quarta-feira, maio 22, 2013

OUÇA JUSSARA


Ouviu-se no recinto o punzinho. 


Jussara peidara de supetão.



Sabe aquele gás quente?


Peidara, a Jussara: plóque.



Aquecida, sua carçola enchera-se do mais nítido gás butano. E aí plóque: outro! 



Ela respira e blum. Não consegue segurar aquela galera. Uma saraivada de flatos conspirando pela atmosfera. Uma sequência incrível dispersa do anel. Jussarinha era o Tony Iommi dos peidos.


Jussara permanecia assim, em sua tão aguardada entrevista de emprego. Até que um deles saiu molhadinho. Escapuliu como um velocista nato, escorrendo-lhe através dos pêlos daquela sua perna gorda.



- Jussara, por hoje é só.



Ela levanta-se. 



Está cagada. Toda cagada. De carçola brown.


Vai-se embora de pernão aberto, abraça na própria pele o corrimento fecal.

Aquele fluxo de bosta. Seu suco de cocô natural.

E  o entrevistador passa-lhe pelo raciocínio. Será que ele gostou de mim? 


Que ansiedade!

E então Jussara sente a testa fria.



Sua testa está muito fria. Mais fria que o normal. O suor frio é tão brilhante e típico dos aspirantes à cadáver, é tão abundante que Jussara estaca, violenta vertigem. Pernas esmorecidas. A visão turva, sentidos quase nulos. Será que vou desmaiar? Plóque.

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