quinta-feira, maio 09, 2013

São Paulo Futebol Clube 2013

O São Paulo é o time da fé. De fato.

Contudo, torcer pelo atual elenco vai muito além disso. A fé não merece o fardo.



O tricolor não empolga. Juvenal Juvêncio sim empolga. No uísque.


O tricolor não conquista títulos de verdade. Não vence clássicos.

Na última Libertadores, teve 100% de aproveitamento nas derrotas fora de casa.

Elevou o Morumbi ao status de campo neutro.


Eu respeito o Ney Franco. É um bom treinador, apesar das falhas. O Ney é representante de uma nova safra, etc. Safra da decadência.



Mas agora vamos aos fatos.



O elenco é manco.  Manco e ruim, em quase sua totalidade.


É como o Black Sabbath com o Tony Martin.


As peças faltam. O quebra-cabeça é bizarro.


Vamos ao goleiro aposentado em atividade, Rogério Ceni.



Mito, sem dúvida.



E num final de carreira medonho. 


Um erro de goleiro vale muito, todos sabem.



Rogério ainda faz boas, importantes defesas. Cobra bem os pênaltis. Tem peso dentro e fora de campo. Está  ainda mais careca também.



E tem protagonizado uma série de lambanças que envergonharia o pessoal ponta firme de qualquer asilo, do mais humilde ao mais grã fino.



Quando o time perde, com ele tomando gols defensáveis, com bola no meio do compasso, é como se o fantasma da aposentadoria assim o cortejasse, e com muito mais veemência, apelativa até, eu diria.



Agora passo a repensar o papel dos laterais.


Seriam laterais ou  loterias? Penso que estes atletas criam jogadas na base da sorte. Lamentável.

E a defesa?

DEFESA?

Eu gostava do Rodolfo. Gostava. Apesar das limitações: ele é fraco de cabeça. E atualmente adora sair jogando cagado também. Com seus chutões escrotos, declama aos rivais "toma a bola de volta, parceiro, tó. Pode atacar numa boa".


Apesar dos pesares, ainda acredito no Lúcio. 



Mas que ele tem postura de mulecote e atrapalha o grupo em momentos cruciais, não tenho a menor dúvida. Evidente que arrancando fora o Lúcio, o São Paulo cairá ainda mais no setor defensivo.


E o grotesco? O Tolói bateu bem o pênalti contra o Curíntia e só. Fez um golaço de falta também, poxa, que decisivo!

É grosso de dar dó, espirra o taco na maior pala. Devia jogar no time B do Goiás pra sempre. Se ele fosse uma banda, seria um Def Leppard cover caindo aos pedaços.


Adendo: Paulo Miranda. Ele fez boas partidas, até. Cumpriu bom papel tático. Deu a volta por cima, mostrou garra. Mas cá entre nós: é apenas um virtual bom reserva, e fim de papo.



Bom, agora temos o meio campo. Dois volantes desgovernados. Aplicados? Talvez.  O principal, no entanto, é que errar milhões de passes é com eles mesmo. 



Não adianta ser guerreiro se o feijão com arroz com a gorduchinha dominada é prontamente medíocre. 

E os "meis de crianção" ? Ganso e Jadson. Dois baixistas com estilos diferentes tocando numa banda decadente, tipo um Faith No More enferrujado avançando o sinal vermelho. 

A contratação do Ganso foi o filme Risco Total dos últimos tempos.




Calma lá, falta o ataque.


O ataque - o ataque é cardíaco!


Osvaldo está com dores no quadril. Ademílson tem 19 anos e fez uma outra boa jogada e golzinho miserável. Grande merda. Não fez mais do que a obrigação. "Mas ele só tem 19 anos". Que se foda. Com 13 anos, muito caboclo empurrava pro balaio os gols que ele perdeu no momento mais importante dos últimos dias (partida de ida contra o Atlético).

Os outros atacantes? Aloísio é batalhador. Está cavando espaço, tem raça, é um altruísta como seu xará. Mas falta o diferencial. 

E o resto? O resto é uma merda. E se marcar, o treinador prefere escalar o Tony Ramos ao invés do Wallyson.



Já o Fabuloso vive de passado. De uma fábula trágica.  De um passado carente de títulos importantes. "Chulapa". Dá um tempo. O marrento do passo malvadão vai sair pela porta dos fundos, com vaias grindcore.

E nessa rápida análise de merda, esqueci de mencionar a boa despedida do Casemiro, a péssima saída do Cícero (assim como a do Jean) e a insistência com o Douglas (o dono de todo banco de reservas) que corre, corre, corre, tem raça e é uma barata tonta.


Temos também o Fabrício, o azarado Negueba e o misterioso Cañete. E o Maicon, e o Rodrigo Caio também. Jogadores que não lembram em nada alguns craques do passado. Vamos refrescar a memória?

Esqueci de muitos, óbvio. Não tem problema.









Apesar de "decadentes", os novos técnicos estão na luta. E espero que o Ney Franco perdure no comando.

Mas comandar o São Paulo é passar primeiro por cima do(s) dirigente(s). E atropelá-los, literalmente.


















Parabéns Juvenal Jumento. Você é maior que o São Paulo Futebol Clube. Nós te amamos.

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