quarta-feira, junho 12, 2013

A FIFA E O ACARAJÉ


O acarajé está pronto. Pronto em casa mesmo.

As baianas requentam-no no micro-ondas. 

Só assim poderão vendê-lo nas arenas, paras muitas feras.

É sério.



Num raio de 2km ao redor dos estádios no Brasil, durante a Copa das Enganações e da Fifa World Cup 2014, é proibido existir integridade brazuca no quesito tira-gostos.

Pois é. Com muita luta, o acarajé venceu. Rara exceção.


E o acarajé terá de ser preparado em casa. Num desagradável fogão elétrico, a
o invés do clássico fogareiro a querosene. Porque a FI-FA mandou. E o Brasil se curvou.

Agora conheça o comissário Jordan, um dos protegidos da entidade, que fará o teste.

Ele espera o micro-ondas terminar sua missão. Pronto.

O comissário é um homem pequeno. Calvo, usa um óculos de aro grosso. Terno limpinho e sapatos sóbrios dão conta do resto da fachada.



Ele come o prato típico.

Dentro do seu estômago, então, tem início a revolução.

Seu polido aparelho digestivo está em apuros. Seu reto depois afirmou que ele tentava traduzir Jorge Amado, mas só conhecia o idioma completo do McDonald's.

Resultado: o cocô saiu todo batizado. 

Lava, bolão vermelho, filhão do inferno nadando louco na privada. Vermelho-fogo, a nova decoração da latrina. Derretendo.

Logo chamaram os bombeiros, chamaram uma rede de ambulâncias, todos autorizados pela FIFA.

E o comissário Jordan transformou-se em múmia, papel higiênico orelhas adentro.

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