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ASSADURAS MENTAIS


Eliminado na primeira fase. Em casa. Tristeza.

O Brasil escorregou feio na Copa 2014.

Humilhado, perdeu até mesmo a condição de pentacampeão.

E o título de 70 agora esquecido, como o PO BOX.

A lendária seleção de 82, embora não-vitoriosa (mas especial na alma de cada garrincha) será vista como um erro. Como um link quebrado na memória dos seres humanos.

Neymar culpará o pai. Muita pressão. "Neymar Júnior". Porra, só conheço o Júnior do Flamengo.

E o Ronaldo? O fenômeno da barriga não vai ter moleza. Não vai dar sopa pras bonecas de rua e a cocaína mista. 

A frustração pela eliminação precoce será travestida num motelzinho boleiro, bem mocozado, logo ali, no Rio de Xaneiro.

A TRILHA SONORA DO DESASTRE 

O automóvel capotou.

É que não colocaram a Alcione pra cantar na Copa.

Nem a Elza Soares, o Jair Rodrigues. E também o Falcão (o verdadeiro, arquiteto).

O Brasil é uma merda nisso mesmo, eu acredito.

Na Inglaterra, antes de alguns jogos pela Premiere League, o sistema de som do estádio traz Stones.

No Morumbi, não raro, AC/DC.

Bem, o São Paulo é foda mesmo. Tá explicado.

Mas e no fone do ídolo da garotada?

E no fone do Neymar? 

No fone do Neymar, tudo é Belo. 

Belo? É. Aquele bunda que nunca ouvir falar em Marvin Gaye. 

O Belo consola o menino-camarim, poxa. 

Com frases bonitas, melodias bonitas. Eu sou muito mais o Belo que o Caetano Veloso.


Neymar: "quantos pães?"

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