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DERRUBADO CLÉRSON


E o facebook tomara-lhe toda energia emocional. 

Após um trago violentíssimo,  ele abaixou a cabeça. Depois, levantou o cigarro.


Notava-se o estrago. Profundas olheiras riscando-lhe o rosto a todo instante, você não percebeu? Profundo pesar, um saco de chumbo atirado do décimo andar, gritando solidão. 



Redes sociais, fora ou dentro do facebook, não combinam com boas leituras.

Por onde andaria a reflexão? Certamente não estaria de calça moletom laranja, ávida em seus polichinelos por algum pátio do Colorado. A reflexão não mais fecundara  como rio profundo. O facebook tomou-lhe o cérebro emprestado, pra sempre. 

E ele começou a raciocinar como uma bela égua.

E agora?

Agora?

Bem...quando vê alguém na rua, puxa logo o polegar. Jóia pra você.

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