domingo, junho 16, 2013


Nós conversamos. 

O tráfego de ideias prossegue. Não percebemos os passos do relógio, a noite tranquilona tocar seu sax-tenor beldão. 

O tráfego de ideias muito além da alameda mera constância. 


Os assuntos aqui e ali, se desprendem pelas digressões. Digressões, taí um negócio que eu curto também.  

Nós estamos nos entendendo. Nós conversamos.

Almas como nuvens ciclistas, no quarto temos simpatia.

Daqui a pouco poderemos morrer longe do trenó, e sem a necessidade de tomar chimarrão. Daqui a pouco poderemos chutar a morte, e a morte poderá proceder longe da aldeia Toledo Alvos. 

Nossa conversa é inspirada. Leve, piano transparente, prosa fecunda, prosa vibrante.

Bate-me no peito alegre a satisfação.  O tráfego de ideias, vivo. Perpetuados no mais puro sossego, os nossos pensamentos.

Dentre os boogie-woogies dos dias, a gênese do sonho estrala - nos entreolhamos e está tudo certo. 

Vício sagrado, carinho, flutuante em límpidos abraços, nosso caminho. 


E os raios ultrasambarilóvipunklues derramados, muito além da alameda mera constância.

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