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Comendo uma pêra. Curtindo a própria satisfação. A pêra é comestível e a mordida proporcionada traz a metafísica do agradável na pele. Regiões inteiras do sossego em alta. 

E minha cachorrinha, a Isabel, é uma fox paulistinha. Agora ela descansa, ao meu lado. Meio dia e quinze. Grande Isabelzinha, parceira.

Eu preciso desbravar o centro de Rivers. Por lá não tem pera pêrambulando na calçada. Existem pessoas. Algumas sérias, outras nem tanto. Tá todo mundo vivendo. Alguns trabalham como barbeiros. Outros perfuram úlceras e registram a caveira em cachaça pura.

Logo vai anoitecer. E não estaremos no mês de janeiro. Pela cidade em trapos, em algum canto daquele bairro pobre e sofredor, Eurico pegará uma tesoura bem pontuda, na cozinha. Com ela, pretende desfigurar o pescoço da vítima. Mata a mulher pelas costas, mata os dois filhos dormentes. E depois se mata também, estrangulado em dívidas, suor no sangue atropelando a testa congelada.

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