sexta-feira, julho 05, 2013

E O FUMACÊ NA FIORINO

E o fumacê na Fiorino, quatro colegas tabelando em riso farto, chapados.

Fazia frio, portanto os vidros tinham de estar totalmente fechados. Aquele era o quarto béqui na roda, na sauna, e através da prosa viam-se metáforas gelatinosas acerca do passado, sobre aquela trip retardada, aquela trip palosa no pet shop da Duda – entre papagaios soltos e araras irritadas, os quatros racharam o bico na cara dos atendendes – e no entanto uma crescente dificuldade na articulação da fala aos poucos pausou aquele psicodélico retrato.


No "banco de trás", as gaguejadas apenas valsavam, como garoa fina num céu manso. Enquanto isso, Maria Augusta transportava sossegadamente o grupo na Fiorino. Que gostoso. Súbito, um animal desconhecido cruzou-lhes o caminho. Que afobação! O controle da direção foi para o espaço, o béqui fez-se um meteoro queimando o banco do passageiro, e os gritos marofados foram distribuídos ribanceira abaixo. A queda foi de aproximadamente trinta metros.

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