quinta-feira, agosto 08, 2013

QUINTA-FEIRA

Quase três da tarde. Rivers. Na encruzilhada da Rua 4 com a Avenida 3, agitação humana. É a corrida desenfreada para os bancos, para o comércio, para o suicídio da diversão.

Vejo um ex-gótico de regata laranja e óculos escuros, andando de chinelo, perto da loja onde vende suco. Vejo senhorzinhos de bengala, heróicos, cheios de vida, grisalhos e batalhadores. Uma senhora de idade avançada veste blusa preta, sentado em um simples banco do Jardim Público. É hora do descanso: à sua frente o carrinho de sorvete boceja. Na banca ao lado despencam os gols da miséria, marketing decadente, e mais ao alto o semáforo trabalha sem graça: estamos na Rua 3. 


Na fila do banco Santander reclamações de um eletricista rancoroso, histórias de boné pra trás "ele tumultou o plantão, contou uma piada nada a vê, do boi verde...", mas há espaço para iluminações, fora do banco, entre cochichos das calçadas, reluzentes, Rivers pressente.

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