sexta-feira, setembro 20, 2013

DAS MÃOS EM CONCHA, A TORNEIRA AGRADECE EM RIOS

Como começar?

Por um cd do Fang em cima da escrivaninha toda bagunçada?

Relembrando os novos amigos que fiz nos últimos meses e as amizades retomadas?

Divagando em andanças pelas ruas de Rivers,  das direções empolgantes que a vida nos reservará?

Aqui evito a palavra "cansaço".

Muita coisa boa acontece no futebol brasileiro, apesar das derivações do clichê sonolento "mas é tudo falcatrua, poder e cartolagem, dinheiro". Mesmo assim eu quero meus noventas minutos semanais de teatro vivo rascante no palco verde. 

Como esse jogo de hoje, onde o Flamengo começou arrasador. Porra, dois gols em poucos minutos - o primeiro com um minuto e meio - numa bela jogada, onde uma assistência de cabeça levou a cabeça de Hernane a abrir o placar. 

O Flamengo rugia e a torcia o erguia, o erguia, o Flamengo fez vinte a zero no placar moral, detonava ofensivamente numas de surfando alpha grind pelas nuvens,eram ataques e ataques bicuda fenomenal no segundo gol, tentativas e tentativas de ampliar a foto magistral do massacre. Mas a rapaziada só conseguiu mesmo empurrar pra rede aqueles dois primeiros gols dos dez primeiros minutos, dentro desse mundo louco do futebol real, vingativo.

E aí veio a reação dozómi. O primeiro tempo terminara 2 a 1 pro Flamengo,e a torcida flamenguista apoiando sem fim. 

Só que aí, porra, elenco, equipe, organização, tudo fodeu-se no segundo tempo. E Flamengo virou o lixo que é. Nessa o Atlético Paranaense mesmo viúvo de Paulo Baier fez 4 a 2. Ao final da partida, o técnico rubro-negro Mermão Menezes disse adeus.

E teve o Rock in Rio, mais uma noite desse troço polêmico e legalzinho até.  Com o novo vocalista do Malice in Chains em cena. A monotonia, o som datado e sem punch, que showzinho boqueta. E a cobertura? Cobertura de merda com estercos segurando microfones, fetos triste de uma emissora infantil (desculpe ofender a infância desse modo, oka?) e banal e foda-se.

E amanhã? Hoje. Acordar cedo e ir pra La Sierra. Terra. Mato. Campo. Cochilo depois do almoço, e o coração continua a bater por Anita Sandroni.

O subjeto plá. O aqui-e-agora. Momento Maior. A guitarra no "Kerrang!" em slow arrepiando seu braço, o olhar carente da Isabel, fox paulistinha carinhosa e jovialzinha. 

Pensar a vida como um final de semana, um carro limpo, ver o mundo a um palmo da napa? Nem fodendo. 

Ampliar e contemplar. Minimalismo simpricidade do subrime. Ocioso, "concepção de mundo burguesa" embalando o cu do seu cérebro demagogo, esquerda, direita, chute e soco, alguém fala isso quando você não brinca de política e hipocrisia.

Prefiro a intensidade de um gole de água da torneira. Matei a sede, massa. Que refrescância metafísica para os pés trabalhando com meias quase sujas e quentinhas, missão: ir para horizontal em 3,2,1...

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