sexta-feira, setembro 06, 2013

O campo ermo e pacífico de Serra Wins não é o que o meu auto-encontro em sonhos de quarta, terça, segunda-feira proporciona.  

Dormindo, vislumbro uma terra de uma paz mais radical. O mundo é silencioso, vira-latas passeiam felizes, com suas línguas alegres escorrendo saliva em passos marotos nas calçadas, curtindo as ruas. Em câmera difusa, vejo a vida acenando para mim, sorridente. Que saudade de você, Nízinha.

Mas o campo ermo e pacífico de Serra Wins até que é revigorante para alma. A fábrica caótica da introspecção, onde tudo é possível, ah, ela avança, como se mergulhasse no vôo sossegado do desprendimento espaço-tempo, parafusos em alfa espalhados erráticos, sinapses lambada-ê, fim de tarde, saudade no campo.  

A noite é que traz zumbidos, uma tevê ligada num jogo de futebol horroroso, um bebum cinquentão lança o pé na porta e assusta a lua, seus filhos choram o antegozo da punição, o placar da miséria comando meu mau humor.

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