domingo, setembro 22, 2013

TERRAS SAGRADAS, TERRAS DE SANGUE

E de repente você ouvindo Queen, numa nostalgia rock and roll fudida, lembrando da sua velha vózinha guerreira que ouvia e contemplava aquelas melodias sensacionais com você, e ela lhe fazia omelete, envolvia seu coração com expressões tão joviais que jamais você conseguirá esquecer por um só segundo. Ouve Queen e lembra da brevidade da vida, da alegria em ter amigos do peito, no velho parquinho da infância o balanço triunfa no impulso da lua alcançada, caminhávamos nós mesmo sem ainda apresentados ao encontro do Sabbath, o espanto!, aquela escola de riffs de invejar o Balzac e sua poesia sociológica de prima, o vazio é bullshit quando a esperança tem duas pitadas de estoicismo e uma folia noise na época da remela e da descontração real.


Ventilador grudado na parede emula chuva, não há condenados, existem obscuros milagres, demoras, esperas e os inigualáveis sorrisos nos encontros ao lado da padaria, em alguma nuvem livre de automóveis os dizeres:  água gelada depende da sede, tristezas são bichinhos de pelúcia carentes queimados no fogo da vida, o otimismo não mergulha na piscina como otário, o fatalismo ficou no chão, derrotado - ah felicidade instantânea, o tempo leva a calma alma tão vagabunda que ouve Angel of Death, saudosista, e respira o meio dia do domingão chapa quente, devir em luz quente nos nosso semblantes, enquanto uma fox paulistinha chamada Isabel arrisca os primeiros latidinhos às 08:08 da manhã.

Anita Sandroni, eu amo você, eu amo você.

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