terça-feira, setembro 03, 2013

UM ROLÊ SINCERO

Sincero era músico. 

Tirava covers, era coveiro. Até aí tudo bem: amar a música não é pecado.

No entanto, após se levar muito a sério, em virtude dos constantes elogios de sua vózinha, Sincero operou em si mesmo uma radical transformação.

Numa tarde ensaboada de sábado, tomou o rumo do toalete. 


Encarou o espelho, admirou-se, como nunca. O coveiro encarava o espelho com muita voracidade, com muita empáfia.


E então, ali mesmo, Sincero concebeu Status - seu mais novo companheiro de cena. 


Daí em diante, o Sincero virou Farsante.

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