quinta-feira, outubro 17, 2013

SAPATO PODRE E A SEDE

Eu tenho um sapato que está com sede.

Pensa nos meios de obter a redenção. É fácil, não é?


Para diminuir a sede, é um gole de suco Ades, gelado, agora.


Porém tal obsessão está neste exato momento no tablado, com a preguiça. A luta é boa, mas a preguiça deu uma chave de braço de arrepiar.


Eu quero água da torneira, já pensei assim, não é sapato?


Mas atualmente o Ades vai servir de marmita. Afinal, tenho me alimentado pouco, analisa no fundo o sapato, um pouco apreensivo por combustível.



Meu sapato está com sede de Ades sabor simpatia. 


Antes de dormir o sapato precisa molhar o bico, é inegável.


Precisa refrescar a alma, a sola, senão o sono é sacrifício. Sem líquido a dormência é como se fora a existência solene de um podre eterno esgoto sem refresco, sem tranquilidade, crescido em odores desagradáveis.


Mas o sapato é preguiçoso, porque sua vontade de iniciativa toma uma lavada da falta de vontade, o langor aqui é uma música suave na calmaria do Havaí, três famílias, três gerações tomando aperitivo numa tarde ensolarada sem fim.


Calma aí, levante o sapato. 


Sapato entrou com uma voadora pelas costas da preguiça.


Sapato irrompe no espaço livre, são passadas semelhantes a quem quer microondas, o sapato é o passageiro guerreiro que busca aplacar a sede sem medo, e independente do que o Epicuro pensa sobre o assunto - que assunto? Saciar apetites no planeta dúvida.


Tá certo, e a geladeira recebe o sapato e o Shefa, Choco Shefa, a caixinha gelada coloca em dúvida o sapato, mas o Ades é escolhido. Amanhã de manhã tem Choco Shefa. Golão gelado o Sapato delira. Sapato precisa acordar cedo. Vai pra roça. E agora. Antes de sapatear imóvel em lençóis, uma meia mini pizza é saboreada amigavelmente.


E depois o sal é recebido com água da torneira, eis o fim de uma ronda, o sapato é feliz.

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