terça-feira, outubro 22, 2013

Três acontecimentos tão dolorosos, tudo tão recente.

Viver é perigoso, viver é angustiante.

Pessoas queridas sofrendo demais. Horas interminavelmente trágicas. Amigos perdidos cada um à sua maneira, a dor tão lancinante, cruel. 

E outros amigos vendo de fora, alguns inconsoláveis, outros mudos, mas eles vão unidos, comovidos na descida, tristes corações.

Perto do fim, nós vamos com o tempo consumido em dor, tempo sôfrego inundando o espaço, paredes de quartos derretidas em lástimas, você vai pra cama, pro colchão, veja aqueles gritos silenciosos, almas perturbadas em olhares nublados andando insones. Interno e externo o movimento da perda responde pela dor, tão complexa, cruel.

Entre esquinas da desilusão, tragos desesperados vão amanhecer solitários. O silêncio nunca é o bastante. Pelas casas, a perplexidade contaminada de niilismo, brutais porradas dos dias.

E esses últimos dias trouxeram-me  três acontecimentos terrivelmente dolorosos, pessoas queridas em perigo, confrontando a dureza da vida, o absurdo explode qualquer réstia de alegria: em diferentes graus, em profundos cortes na alma.

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