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e de repente o mundo virou uma gargalhada. as cidades recebem automáticos falantes celestiais, Forever Young do Alphaville invade vilas e praias, esquinas e calçadas com suas formigas de calça jeans. algumas árvores, tão magrinhas, lépidas sassaricam, suas raízes vão de siricotico-ico, sem crise - os automóveis somem da Avenida Urina e os pedestres ganham o século XIX de volta, o mundo é uma gargalhada, mas longe do fácil sarcasmo e sua sacola preguiçosa, a gargalhada é pura alegria no coração dos homens, preconceitos idiotas são trucidados com o martelo da justiça sambarilóvi, o seu humor é um carrinho de rolimã de velocidade imortal, o espírito incendiado vivo arrisca uns mergulhos com asas pela transparência, como se remasse pelo céu a mente ébria, à luz dos meio-dias nós ouvimos a terra roncar para um merecido cochilo, dores se esvaem, ventos em cócegas transmitem mais gargalhadas dentro da Antiga Estação Ferroviária enquanto a noite ouve Stones 68, entornando cachaça ou mordiscando uma torta gelada de limão, humilde, e a terra prossegue de buenas, roncando, fã do Stevie Wonder pré I Just Called to Say I Love You.

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