terça-feira, dezembro 10, 2013

ISTO É ERASURE






Ele curtia os três primeiros do Erasure.



Achava pesadão e agressivo, um synth pop extremo, magnífico.



Os caras perpetram a arte do arranjo sincero, gostava de lembrar, sentando em frente ao espelho do quarto. E ia mais longe, mascando BABALÚ FRUTAS FRESH - o pop é um pacotão perfeito de feelings, um pacotão fácil de retirar o papel de presente, um pacotão funcional e fera, um pacotão pra embalar nossas noites adolescentes, dizia Rich, o rico. Rich o rico era rico desde o topete - mas às vezes o loiro lobeca jogava de ladinho, pra se sentir limpo e feliz. Rich era o rico-lulu mas lia livros do espírito coletivo.



Erasure era um grupo do milagre ao mágico no parquinho da alma, para ele. De meia branca esticada avançando a gênese de suas canelas depiladas, ele ouvia os cassettes com afinco, antes e depois do colégio, durante seus intervalos mentais, durante a vida, antes da morte aparecer no telhado vestida de lilás e rodopiando seu perigoso bambolê.





Agora em modo FM coloque seus sentidos para fabricar brincadeira.

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