sexta-feira, janeiro 03, 2014

EM 2014 QUERO ESCREVER O LIVRO QUE NUNCA ESCREVI

Torcer para o Japão na Copa. Ouvir 2 Minutos, o punk rock argentina alegra a alma, irrompe uma ventilação pela alma, agora mais cheia de juventude. Tostão toca para Pelé, México, 70. Sossego, mergulhos na piscina com os amigos, paz e alegria, memórias, saudades, histórias, três acordes, leituras, literatura-soco, filosofia-rua, Chico Anísio e seus cacoetes em riba, Chico Anísio soando ingênuo - zapeada no Viva, assistindo Street Fighter dubladão com os amigos, sofázão dando cobertura para a sonolenta madrugada, orvindo agora Tears for Fears sem legenda, e se preparando para algumas linhas de Kerouac antes do cochilão. Jéssica, Marcos, Hb e Tablitis, Canetinha, ano novo e o elevador fraterno da bonança guardando lembranças coração de ouro puro, Black Sabbath e o calor da convivência que dá gosto. Escrevo algo novo em meu velho caderno preto. Por lá deixei morrer um projeto de livro desinspirado. Comecei outro agora: comecei, a campainha tocou umas cinco e meia da tarde! Aopa, surge mais uma chance de ganhar um troco, subemprego também reluz folia, eu ouvia Ação Tóxica, é porrada na orelha, porrada violenta hardcore-navalha a orelha Tóxica em Porto Ferreira eu ouvia a gravação do ensaio-demo de 2006 - que em segundos deixa-lhe pedalando no gás uma Caloi 10 invisível pelo meio da noite de Marte - céu vermelho e tranquilão, bicicleta sem freio, impulso sonhador, e o tempo escorre lentão, chapadão de alegria nos nossos chumbados corações reconhecemos os pequenos gestos de humanidade ultrasambarilóvipunkblues, contente estou, com o sábadão da alegria-microfonia estarei ainda mais, 2014 é rock podre, peidão-otimismo pelos cotovelos e satisfação pra encarar a sarjeta, ruínas existem mas la fuerza es la fuerza, chegou a hora chefia, é maior a gaia que o cansaço dentro das meias dos acasos dos dias, os irmãos respiram livres, os irmãos estão aí lendo Camus, piscina e churrascão antes da garoa, apaixonado pela minha amada, voltando o rádião pelos anos 80, por tudo que irá acontecer e já aconteceu, sem crachá lá vamos nós, as mesmas e nuevas aventuras e roubadas, a ficção literária, um filmão farofa no cinema, um rápido lero com a Dona Cida ao telefone, Zanzibar pirando na Argentina, Mandela is dead, e meu coração é dela, três anos, três anos.

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