segunda-feira, março 03, 2014

resenha: II Carnametal









Domingão de Carnaval. Rio Claro está palitando os dentes, com gostão de cachaça na alma e frangão assado no bucho.

No Pepper é dia do II Carnametal. 

Borbo e Elias no piloto, festivalzão de responsa. 

O do ano passado que o diga, o bar completamente lotado, com várias caravanas estacionando na terrinha.

E lá pelas 18:30 o Garrafa Vazia iniciou suas atividades sonoras, com Hamburgueiro de Atitude. O trio da roça em três acordes baila com Carol Caraia, vem com Show de Horrores, Risólis Voador, e fecha com Punk do Mato, Piriguetes on Fire e Cirrose. Punk rock diretão, podrão dance - e depois a festa continua, pessoal fumando seu cigarrão quando surge a segunda atração do fest.

Falo do Carniceiro, quarteto pesadão desgraça sound from Rio Claro. Atmosfera de cimento em chuva doente,metal vira lata com Coco no vocal, Fabé no baixo, Elias dando a letra nas 7 cordas de afinação baixa e nervosa - além duns backing vocals do capeta - e a cozinha demoníaca em ação - caveiras pós genocídio em Acapulco no ar, batidão pra lá de denso e violento, com o Borbo na batera oferecendo suas grandes "borboadas" de praxe. O Carniceiro fez a galera bater cabeça numa nice, um puta chute de chumbo no ass do carnaval chicleteiro, eis o violento Carniceiro.

Na sequência, o SIOD. Metal, hardcore, linhas de groove seventies aqui e ali, metranca na batera lá e cá, protesto contra a Igreja e uma guitarra Jackson gritando muito alto em riffs bem sacados. Chapação master, empolgantes linhas, do rápido ao cadenciado, vocalzão em português mandando bala, na raça, coisa fina. A presença de palco é vibrante no sonzão simpatia heavy full of nervo, baixão esquema, punch drunkera, SIOD pra trincar o bailão - o power trio destruiu!


Depois veio o crossover do D.I.E, que fez todo guerreiro esquecer dos problemas e insultos da vida, com vocalzão monstro do Charles Guerreiro incendiando o balcão do bar. Presentes no recinto declararam que sérias pedras de calçada começaram a explodir pela Rua 14. Coeso e cruel, com visual porradeiro no total riff demolition, o quarteto trouxe o inferno pra Rio Claro, muito bão, o D.I.E.

O brutal Degolate veio depois pra fazer todo mundo derrubar goró no piso e banguear alcalinicamente, o pescoço de aço riu de possíveis torcicolos subsequentes em triviais quarta-feiras de cinza. A animação luciferiana entrou na dança e a técnica do trio impressionou até os fãs enrustidos de Dire Straits. Sonzera, brutal death parlada, telepático entrosamento, rapidona trilha sonora do quebra-quebra, ainda podemos ver o pessoal pogando, delirante.

Pra fechar o bailão, o Sinaya. As meninas mandaram brasa, com seu death metal nervo no pote, de responsa, com destaque para Legion of Demons. Nessa altura do campeonato, o bar estava todo cheio e o sonzão de primeira chapando a lata da geral, com o carisma da Tamy no bass mandando um salve pros parceiros, e a pancadaria deixando o Pepper torto com direito a final bruto com cover do Cannibal Corpse. Fudido!

Parabéns para os organizadores e pra quem colou, valeu muito a pena. Rio Craro merece! Que venham os próximos!

Nenhum comentário:

Postar um comentário

pode apostar, Lindomar

confuso, vagabundo, folgado. louco por futebol e rock and roll, aquele flamejante, conhece? incendiário, de libertação. louco por liter...