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RESENHA - SE FOSSE EU



Se Fosse Eu é de Bauru.

O disco de estréia é do caralho.

Sabe aquele som pra arrebentar a sala, destroncar o abajur, correr sem freio em círculos - como se o próprio pogo lhe convidasse- sabe aquele som pra agitar as escadarias da euforia, pular e curtir sem frescura?

Pois é.

Se Fosse Eu é assim.

Pitadas fuzz, camadas de tinta garage post black flag com incêndio nas veias e um groove amaldiçoado de criativo e encorpado - com o vocal jogando revolta na alma.

São 4 faixas, gravadas nos dias 22 e 23 de agosto de 2013.

A arte gráfica é coisa fina.

E ao vivo os caras botam pra fuder.

Tocando ao lado do Periferia SA no dia 8 de março, em São Carlos, além de executarem temas inéditos, foi erguido no GIG um arrastão Nervous Breakdown, e nós vimos muitos bends voadores pogando na pilha do punch  energia from hell - esse dia foi muito foda, inclusive.

Eu recomendo, Se Fosse Eu.

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